Campinas/SP - Segunda, 11 de dezembro de 2017 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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CENIPA REVELA RISCOS COM BALÕES PELO BRASIL  


O Colégio Visconde de Porto Seguro, Unidade II, em Valinhos/SP, foi criada pela fundação Visconde de Porto Seguro em 1980 com o objetivo principal de atender os filhos de estrangeiros, particularmente alemães, das empresas da região de Campinas/SP. Hoje tem 2.733 alunos e é uma referência de qualidade no segmento educação. O professor Admir Moreli é o atual diretor da unidade respondendo a Mariana Bataglia, diretora geral do Colégio Visconde de Porto Seguro que conta com três unidades em São Paulo. Sua relação com a Comunicativa ACJ teve início em 1994 com a produção de um informativo institucional que logo passou para 4 edições anuais. Desde 1997 conta, também, com Assessoria de Imprensa.


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16/05/2017 - egundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), São Paulo e Rio de Janeiro são os estados com o maior número de ocorrências com balões. Somente em 2017, entre 1° de janeiro e 2 de abril, já foram registrados 134 casos de avistamentos de balões por aeronaves no País. Desse total, 78, ou 57%, apenas em São Paulo. Já no Rio de Janeiro, foram 31 casos de avistamentos no primeiro trimestre, ou seja, 23% do total registrado.


Em 2016, o CENIPA registrou mais de 500 casos de avistamentos de balões no espaço aéreo brasileiro.


A campanha da Aeronáutica vai apresentar, durante toda a semana, reportagens explicativas sobre o risco baloeiro e alertas quanto ao perigo que a prática de soltura de balões oferece para a segurança de voo.


A Força Aérea FM também apresenta, de hora em hora, spots-rádio sobre o assunto com o objetivo de conscientizar a população.


Todo o conteúdo poderá ser replicado livremente pelos veículos de comunicação interessados. Além disso, o Centro de Comunicação Social está à disposição para esclarecimentos e mais informações sobre o tema nos telefones: (61) 3966-9640, (61) 3966-9639 e (61) 99961-4239.

Uma breve análise dessas informações mostra que os balões estão mais presentes no espaço aéreo dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A tradição baloeira, que se intensifica nas festas juninas, tem assustado quem voa nessas regiões. É que em alguns casos os pilotos precisam fazer manobras evasivas bruscas, desistir da decolagem, arremeter e até atrasar o pouso. Situações que geram medo, desconforto e transtorno aos passageiros.

De acordo com o responsável no CENIPA pelo gerenciamento do Risco Baloeiro, Coronel Aviador R1 Antônio Heleno da Silva Filho, “qualquer objeto que circule pelo espaço aéreo sem controle nenhum é um risco para a aviação. Esta é a razão principal da preocupação do CENIPA e da Força Aérea Brasileira com a questão dos balões livres não tripulados”.

O que dizem os dados
Dos 134 registros de avistamentos de balão este ano (entre 1º de janeiro e 2 de abril), 78 se referem a ocorrências no Estado de São Paulo, ou seja, 57%. Em 2016, dos 510 registros recebidos, a maioria também ocorreu no espaço aéreo paulista: 307 casos, o que equivale a 60% das notificações. O aeroporto com maior número de avistamentos é o de Guarulhos, com 103 relatos, seguido do de Campinas, com 93.

Já o Estado do Rio de Janeiro nos três primeiros meses de 2017 teve 31 casos de avistamentos de balão (23% do total registrados). Em 2016, a soltura de balões no espaço aéreo fluminense também gerou 23% das notificações, mantendo o Estado no segundo lugar do ranking no país (118 relatos entre 510).

A maior parte dos registros é de avistamento de balão, não de colisão. De 2015 para 2016, o número de relatos aumentou 57%. Isso pode significar que o número de balões soltos aumentou, mas também que a comunidade aeronáutica tem informado mais ao CENIPA sobre a presença de balões nos céus do país. É importante ressaltar que um único balão pode ser avistado por vários pilotos.

O sistema de informações do CENIPA é alimentado da seguinte forma: controladores de tráfego aéreo, ao serem informados por pilotos em voo sobre a existência de balões em determinada rota, emitem o aviso a outros aeronavegantes via rádio e preenchem a ficha de notificação no site do CENIPA. Além disso, tripulantes, operadores de aeronaves e funcionários das empresas administradoras de aeroportos são os que mais enviam os relatos.

"A prevenção é um compromisso de todos. É importante conscientizar a população sobre a necessidade do reporte, para alcançarmos o efeito desejado: um número de reportes que se aproxime da realidade dos céus brasileiros", explica o Coronel Heleno.

Agravamento dos casos durante as festas juninas
A análise dos dados do CENIPA permite também notar que os meses de maio, junho e julho apresentam mais relatos se comparados com os quatro meses iniciais do ano e, em alguns casos, até com os cinco últimos meses. (Veja tabela 2).

Os avistamentos registrados no banco de dados do CENIPA incluem ocorrências em todas as fases do voo. As que representam um risco maior são as observadas durante as decolagens, subidas, descidas e pousos, ou seja, momentos em que as aeronaves estão em baixas altitudes.

O Coronel Heleno alerta ainda que “se o piloto tiver tempo de reação, ele certamente vai tentar desviar a aeronave do balão e evitar o impacto. O que acontece é que muitas vezes a atenção do piloto em algumas fases do voo está voltada para o interior da cabine e o tempo de reação pode ser muito curto, particularmente quando se está executando operação de pouso ou decolagem”.

Situação do Risco Baloeiro no Brasil

Tabela 1

Notificações por ano enviadas ao CENIPA
Número de notificações
2017* 134
2016 510
2015 325
2014 336
 

 
 
   
   
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