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CLIPPING: SEMINIS

Agrolink - Seminis projeta avanço ambicioso de negócios no país




Seminis projeta avanço ambicioso de negócios no país

A Seminis, líder mundial em sementes de hortaliças controlada pela americana Monsanto, planeja expandir sua atuação no Brasil e transformar o país em plataforma de exportação de cultivares da família das curcubitáceas (como melancia, melão, abóbora, abobrinha e pepino). A meta é expandir a receita no país em 60% nos próximos cinco anos. Em 2004, o grupo faturou no Brasil US$ 15 milhões, ou 2,85% de sua receita mundial.

Para isso, a Seminis mudou linhas de pesquisa e estrutura administrativa. A principal mudança foi a criação do cargo de gerente geral, ocupado há dez meses pelo mexicano Luis Enrique Copeland, que foi diretor de projetos da companhia na Europa por cinco anos. A empresa também arrendou 20 hectares para dobrar a área de sementes em Paulínia (SP) e investiu em seus laboratórios. O valor dos aportes é mantido em sigilo.

Copeland diz que a empresa já iniciou testes para a produção dessas curcubitáceas para exportação. "Hoje, 70% do que a Seminis comercializa no Brasil são sementes importadas. A idéia é reduzir esse percentual e acelerar as exportações, que ainda são irrisórias", diz Copeland. Ele observa que 25% da produção mundial da Seminis vêm da América do Sul (Chile, Argentina, Peru, Equador e Bolívia) e que o maior potencial de expansão está no Brasil devido ao clima diversificado e à fronteira agrícola.

A empresa importa itens que precisam ser submetidos a baixíssimas temperaturas para produção de sementes básicas, como couve-flor, repolho, brócolis e beterraba. "O Brasil nunca será competitivo nessas espécies, mas será em outras", avalia Márcio do Nascimento, gerente de marketing. Ele cita como potenciais, além das curcubitáceas, espécies de cebolas tropicais, feijão-vagem e quiabo.

Neste ano, a Seminis aumentou a área de testes de 60 para 80 hectares - em Paulínia e Carandaí (MG). As sementes básicas são multiplicadas por 40 multiplicadores, que cultivam 500 hectares. Neste mês, a Seminis lança no país duas variedades de alface crespa e tem pelo menos dez novos produtos para serem lançados em 2006.

Antonio Carlos Pierro, gerente de pesquisa e desenvolvimento de produtos, diz que as pesquisas estão focando, além das sementes para exportação, o melhoramento genético de hortaliças já vendidas no país, como tomate e pimentão. Ele não descarta a possibilidade de investir futuramente em variedades transgênicas. Hoje, 1% da produção da empresa é transgênica.

Copeland diz que, além da exportação, o interesse da empresa é desenvolver variedades resistentes a doenças ou ricas em nutrientes, para estimular o consumo no mercado interno. Conforme dados da FAO (braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação), o consumo per capital de hortaliças no Brasil é de 41 quilos por ano, quando a média mundial é de 130 quilos por ano. "Existe potencial para expansão no Brasil", afirma.

A Seminis está no Brasil desde 1998, quando adquiriu a Horticeres (divisão de hortaliças da Agroceres). Em janeiro deste ano, a empresa foi comprada mundialmente pela Monsanto por US$ 1,4 bilhão. A subsidiária reporta-se diretamente à sua direção global, sediada nos Estados Unidos. A Seminis é a maior no setor de sementes de hortaliças, tendo alcançado faturamento de US$ 525,8 milhões no ano fiscal de 2004, quando o mercado mundial movimentou em torno de US$ 2,2 bilhões.

No Brasil, a Seminis possui duas unidades de pesquisa - em Carandaí (MG) e Paulínia (SP) - , duas de produção (na cidade mineira de Nova Porteirinha e na gaúcha de Campos), uma unidade de beneficiamento em Igarapé (MG) e um centro de distribuição em Campinas (SP), onde também está localizada a sede da empresa. Mundialmente, o grupo possui 52 unidades.

Cibelle Bouças
Fonte: Valor Econômico

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