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Valor Rural - Vírus prejudica a safra de tomate em SC




Vírus prejudica a safra de tomate em SC
Conrado Loiola e Vanessa Jurgenfeld
16/05/2006

Produtores de tomate da Grande Florianópolis, segundo maior pólo catarinense do fruto, deverão amargar quebra de metade de sua safra, cuja colheita foi iniciada em abril. O geminivírus, transmitido pela mosca branca e até então nunca constatado no Estado, já prejudicou a produção de cidades como Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas e Palhoça, e pode chegar a outros municípios.

De forte impacto e já identificado em outros Estados brasileiros, como São Paulo, o vírus assustou agricultores catarinenses, que estão se preparando para realizar no fim da colheita um vazio sanitário de 30 dias para tentar impedir seu avanço. Segundo o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Santo Amaro da Imperatriz, Odir Folster, cerca de 200 propriedades foram afetadas. "A agricultura como um todo já vinha com problemas. Agora, temos mais um".

A presença do vírus em Santa Catarina foi diagnosticada há 40 dias. Os pés estavam fracos e os tomates apresentavam problemas de coloração. Odivan Schuch, especialista em desenvolvimento de produtos da empresa de sementes de hortaliças Seminis, controlada pela Monsanto, foi chamado pelos produtores logo com os primeiros sintomas e enviou amostras para o laboratório de Viçosa (MG), que confirmou o vírus Bemisia argentifolli, o tipo mais devastador entre os dois existentes por ser bastante resistente a defensivos agrícolas.

Estima-se que já foram perdidos nesses primeiros dias de colheita cerca de 4 mil toneladas de tomates. Embora o estrago não tenha sido grande se considerada a safra anual do Estado, prevista em 129 mil toneladas, teme-se a ocorrência da doença na área produtora da cidade de Caçador. "Acho que ele pode chegar. Chegará mais tardiamente, mas deve chegar", diz o engenheiro agrônomo da Epagri, José Ernani Müller, acrescentando que é difícil acabar com o problema. Para ele, o agricultor precisa aprender a conviver com ele, adotando medidas de controle como o maior uso de defensivos, telas de proteção e uso de cultivares resistentes.

Santa Catarina tem uma produção de tomates voltada principalmente ao próprio Estado, mas com vendas também à região Sudeste e a países vizinhos, como Paraguai e Argentina. Para o técnico do Icepa/Epagri, Tadeo de Souza, a presença do vírus não prejudicará as vendas externas porque geralmente elas acontecem a partir de regiões produtoras sem o problema.

Quanto à produção catarinense, já era esperada uma quebra por conta do clima quente. Ainda não é possível precisar o tamanho da redução da oferta estadual, de acordo com o Icepa/Epagri, mas já dá para ter certeza de que ela ocorrerá. Em virtude da queda da qualidade, os preços pagos pelo tomate ao produtor recuaram 20% nos últimos 15 dias, de R$ 18 para R$ 15 pela caixa de 23 quilos. Mas, segundo Souza, é esperada uma valorização nos próximos dias por conta da própria oferta menor.

Além de atacar os tomateiros, o geminivírus ataca algodão, mandioca e é também uma das principais pragas da cultura de feijão.

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