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Itape Digital - ROL (Região on Line) - Psiquiatra de Campinas defende tese de filicídio


PSIQUIATRA DE CAMPINAS DEFENDE TESE DE FILICIDIO Enviado Segunda, 17 de fevereiro @ 17:59:39 por Rol

Gilberto escreveu: "Acioly Lacerda é psiquiatra do Hospital de Clínicas da Unicamp e Professor Visitante da Unversity of Pittsburgh onde concluiu, recentemente, pós doutorado em Neuroimagem e Neuroquimica Cerebral.

Para fundamentar seu posicionamento ele avaliou estatísticas mundiais mostrando que, dentre os assassinatos de crianças, os pais são de longe os principais perpetradores. Estes são responsáveis, em média, por 85% dos assassinatos de crianças. As taxas de filicídio, segundo ele, variam de acordo com o estudo/região de 0,6 a 2,5 / 100.000 crianças. “É importante destacar, porém, que estas taxas se encontram subestimadas em função de um significativo percentual de “mortes acidentais” serem, na verdade, intencionais. Estudos que revisaram as mortes “acidentais” de crianças constataram que muitas destas mortes foram propositalmente provocadas por um dos pais (ou mesmo por ambos)”, explica Acioly.

Segundo ele, para facilitar o entendimento das motivações e diagnósticos subjacentes, alguns autores subdividiram os vários casos de filicídio em diferentes categorias. “Duas são as principais classificações descritas e universalmente adotadas, (Resnick, 1970) e (D’Orban, 1979), ainda assim, vale destacar que estas classificações têm objetivos epidemiológicos e didáticos. De modo que, na grande maioria dos casos, há uma interação entre um importante estresse vivido naquele momento, adversidade socioeconômica e doença mental”.

Para análise Acioly baseou-se apenas em dados incompletamente colhidos a partir de matérias divulgadas pela imprensa e considerando a possibilidade de ser decorrente do uso de substâncias psicoativas (cocaína), o presente caso tem uma chance significativa de se tratar de um quadro dissociativo. “Um indivíduo com transtorno dissociativo freqüentemente experimenta alteração de consciência, um sentimento de desligamento ou estranheza em relação a si mesmo, no qual o indivíduo pode sentir-se como um autômato ou como se estivesse vivendo um sonho ou assistindo a um filme. Isto pode ser acompanhado de uma sensação de ser um observador externo das próprias experiências mentais assim como do próprio corpo e um prejuízo da memória (parcial ou total) para os fatos vivenciados durante o episódio dissociativo. Freqüentemente, este quadro ocorre após eventos traumáticos, associados a situações que ameaçam a vida, tais como acidentes, doenças graves, parada cardíaca, tortura, estupro, ansiedade ou raiva intensa ou grave conflito”.

Acioly explica ainda que os estados de transe e possessão (exemplos de quadros dissociativos) muitas vezes são observados em situações religiosas ou culturais sobre as quais o indivíduo tem um certo controle, entrando em “estados dissociativos programados” (são apropriados para a situação). “Nestes casos, porém, não cabe um diagnóstico psiquiátrico”.

É importante frisar que o uso de substâncias psicoativas (drogas ilícitas, álcool ou mesmo algumas medicações psiquiátricas incorretamente tomadas) pode induzir quaisquer dos quadros acima descritos. Em sendo constatada a presença destas substâncias a partir de exames de sangue ou de urina, a hipótese diagnóstica passa necessariamente por uso de substâncias psicoativas. Ainda, quadros de abstinência a drogas (quando o indivíduo já não faz uso de drogas há um certo tempo), especialmente a alucinógenos, também podem se acompanhar dos sintomas descritos tanto para transtorno dissociativo como para transtorno psicótico breve.

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