Maxpress On Line - Tomate Scala é resistente ao Geminvírus transmitido pela mosca branca

Há quatro anos, quando os produtores de tomate no Brasil começavam a acumular prejuízos em função do ataque da Mosca Branca - transmissora de um tipo de vírus que causa grandes danos à tomaticultura - , a equipe de pesquisadores da Seminis já estava testando no país novos híbridos de tomate com resistência ao problema. Hoje, o tomate Scala entra em seu segundo ano de plantio comercial com resultados bastante positivos, sendo uma das principais opções para as regiões afetadas pelo geminivírus.
O plantio do Scala é indicado para os meses de fevereiro e março e a safra do ano passado revelou plantas com frutos grandes, pesados e com alta produtividade - em média 40% acima do obtido com os produtos líderes no segmento. O Scala foi cultivado em São Paulo, Goiás, Triângulo Mineiro, Norte do Paraná e Nordeste, regiões responsáveis por 70% da produção de tomate no Brasil e onde há alta infestação do geminivirus.
O tomate Scala é resistente ao geminivírus TYLCV (o mais severo dessa espécie) além de apresentar resistência intermediária aos geminivírus mais encontrados no Brasil (TYVSV e TRMV). Mesmo nas lavouras onde ocorreram ataques da mosca branca, não foram registrados prejuízos, pois embora algumas plantas tenham manifestado fracamente os sintomas,os frutos apresentaram boa qualidade comercial e os produtores conseguiram manter a lucratividade.
A Seminis é a única empresa no Brasil que comercializa sementes de tomate híbridos com resistência ao geminivírus.
Fontes: Miguel Martinez ou Carlos Alberto Tavares, agrônomos da Seminis.
PRAGA DIFÍCIL
A mosca-branca é uma praga de difícil controle e transmissora de vírus responsáveis pelas geminiviroses que comprometem os tomateiros das principais regiões produtoras do país. Se a planta é inoculada ainda pequena, cerca de 80% da colheita se perde, pois as plantas interrompem seu crescimento, diminuem drásticamente a produção de frutos, que ficam miúdos, manchados, isoporizados e sem sabor. A Dra. Raquel Salati, cientista brasileira da Seminis sediada na Califórnia (EUA), alerta que o desafio das geminiviroses somente será vencido com materiais resistentes e o correto manejo das lavouras, que possibilitarão a produção de tomate nas áreas já afetadas e contribuirão para a diminuição dos custos de produção e, principalmente, contribuirão para a produção de frutos mais sadios, com um uso menor de defensivos agrícolas, preservando a saúde do consumidor e o meio ambiente.