Campinas/SP - Quarta, 17 de julho de 2019 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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BIOCOMBUSTÍVEL AFETARÁ PRODUÇÃO DE FRANGO  


A Aviagen atende 250 clientes em 85 países, desenvolve programas de melhoramento genético para a produção de carne de frango e perus, principalmente sob as marcas Ross, Arbor Acres, L.I.R., Nicholas Turkeys e B.U.T. A empresa emprega 1.500 pessoas e é sediada em Huntsville, no estado americano do Alabama, e, também, próximo a Edimburgo, no Reino Unido. A empresa também tem "joint ventures" na Europa Ocidental e Central, América Latina, África do Sul e Ásia. Em dez/2006, o Grupo Aviagen aumentou seus investimentos no Brasil através da aquisição de todos os ativos do Negócio Aves pertencentes ao Grupo Agroceres. O principal objetivo da Aviagen é fortalecer sua posição estratégica no país líder mundial em exportações e terceiro maior produtor de carne de frango. Foram adquiridos todos os ativos da Agroceres Ross para a produção de avós. Foram também adquiridos os ativos da Agroceres Avicultura e Agroceres Genética para o suprimento de matrizes para o Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia.
Sede: Campinas (SP) Fone: (19) 3526 8594 Produção: Rio Claro (SP) Fone: (19) 3533 6880 www.aviagen.com.br


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Durante o Seminário, da esquerda para a direita: David Burnham, Nick Dorko, Ricardo Valle, Ivan Lauandos e Bryan Fancher, todos da Aviagen


"A BIONERGIA VAI AFETAR OS PAÍSES
PRODUTORES DE FRANGO", DIZ BRYAN FANCHER


A perspectiva de uso do milho no biocombustível tem provocado uma certa apreensão no setor de grãos para rações no mundo inteiro e no Brasil o assunto já começa a ser discutido. "O impacto da produção de biocombustíveis será sentida pelos segmentos econômicos ligados à produção animal nos próximos anos, com diminuição da oferta de milho para a produção de ração e provável redução de lucros no comércio de aves", alertou Bryan Fancher, Ph.D. em Nutrição Animal e vice-presidente de Serviços Técnicos do Grupo Aviagen, durante recente encontro com profissionais brasileiros da área de nutrição.
"Observamos uma tendência de diminuição do fornecimento do milho e outros cereais para a indústria de ração e aumento de sua oferta para a indústria de combustíveis", diz ele. A projeção se deve a valorização do milho usado como matéria-prima na produção do etanol, tornando-o menos lucrativo para processamento na fabricação de ração, o que leva à conclusão de que a produção de aves será afetada de maneira negativa. Para Bryan, "o milho será um dos grandes motores para a produção de etanol, gerando alta nos preços e volatilidade no mercado". Algumas companhias americanas já estão trabalhando para produzir um tipo de biocombustível usando gorduras animais (de aves e suínos), mas ainda há muitas dificuldades a serem superadas.
Desde 2004 os Estados Unidos tem incentivado, por meio de políticas e subsídios aprovados pelo Congresso, a produção de biocombustíveis, principalmente do etanol celulósico. Segundo Bryan, esses combustíveis são considerados competitivos economicamente, além de contribuírem para o aumento de empregos, a redução da poluição ambiental e ganho energético dos motores. Uma amostra do potencial de crescimento do setor é o número de biorefinarias instaladas nos EUA: 54 em 2005 e 110 no ano passado, concentradas nas principais regiões produtoras de milho. No ano passado, cerca de 17% da área total de milho cultivada nos Estados Unidos (que é responsável por 41% da produção mundial) já foi direcionada para a fabricação de etanol e a estimativa é que, dentro de dois anos, 35% da produção americana seja consumida por este segmento.
Os dois principais biocombustíveis com perspectiva de grande crescimento são o etanol (fabricado a partir da cana e do milho) e o biodiesel (de soja e canola). As novas tecnologias de extração produzem alguns subprodutos que podem ser usados nas indústrias de ração. Um deles é a glicerina, considerada boa fonte de energia com importante contribuição para a formação da carcaça. Mas Bryan ressalta que as indústrias de ração devem analisar com critério a composição dos subprodutos e, no caso da glicerina, usar no máximo até 5% do total da dieta da ave.

"A ALIMENTAÇÃO DA PRIMEIRA SEMANA DE VIDA É QUE DEFINE O LUCRO", ALERTA DAVID BURNHAN

Não economize centavos na ração para não perder milhões na comercialização. Com esta orientação, o nutricionista David Burnham, responsável pelo suporte técnico em nutrição da Aviagen para a América Latina relembra que uma alimentação balanceada, de acordo com o período de desenvolvimento das aves e as condições climáticas da região, são fundamentais para garantir um plantel saudável e lucrativo. Os primeiros sete dias de vida correspondem a 19% da vida do frango de corte "e o que faltar nesse período não pode ser reposto depois". Por isso, afirma: logo que os pintinhos chegam no galpão, eles precisam encontrar fartura de alimento e água, além de alojamento e ventilação adequados.
É na primeira semana de vida que o intestino das aves se desenvolve com maior intensidade, e a falta de alimento adequado (com boa digestibilidade) pode necrosar as vilosidades atrasando todo o desenvolvimento corporal da ave e diminuindo sua capacidade imunológica. Em muitos casos, diz o especialista, a demora para alimentar as aves logo após o nascimento pode provocar futuramente problemas nas pernas, afetar o desenvolvimento da bursa e levar à baixa imunidade da mucosa.
Após a primeira semana, que segundo David é fundamental para a lucratividade no final do ciclo de vida da ave, "é preciso projetar um programa de alimentação respeitando as necessidades de cada fase de desenvolvimento, mantendo o manejo constante e fazendo mudanças de formulação sempre que necessário". Ele revelou ainda que estudos recentes comprovam maior eficiência dos pellets em comparação às rações trituradas, pois os frangos comem mais rápido permitindo que todos tenham acesso aos comedouros. "O preço pago por um pellet de qualidade será recompensado no lucro final, pois as aves crescem mais rápido", garante.

NOVO MANUAL AJUDARÁ A GERENCIAR A ALIMENTAÇÃO DAS MATRIZES

Os nutricionistas e veterinários tem como desafio ajudar os criadores a encontrarem a quantidade diária ideal de alimento equilibrado para suas matrizes, pois a forma de alimentá-las irá influenciar a progênie e o ovo. Para auxiliá-los nessa tarefa, a Aviagen está editando o seu Manual de Manejo de Matrizes. Com níveis nutricionais atualizados e adequados a cada situação, o Manual deverá ser disponibilizado em breve aos criadores brasileiros. David Burnham diz que as rações devem ter doses adequadas de proteína, aminoácidos digeríveis, vitaminas e minerais, favorecendo o equilíbrio energético e melhor aproveitamento pelo organismo. "Mas nem sempre a composição da ração é o mais importante, mas sim o quanto ela é fornecida diariamente".

Ele lembra que a temperatura tem grande influência no gasto de energia para manter as aves e por isso, é preciso cuidar também da água, que deve estar sempre disponível em quantidade e com boa qualidade, ou seja, fresca e limpa. "Não ignore a água, ela é muito importante para a produção pois ajuda a resfriar o corpo dos animais". E lembra que os casos de alta da mortalidade ocorrem principalmente nos picos elevados de temperatura, devido ao estresse de calor das aves.

PARA UMA FERTILIDADE DE RESULTADOS, É PRECISO MANEJAR O GALO TAMBÉM

Se por um lado o manejo da fêmea é importante, por outro o macho não pode ser esquecido. Para o doutor em Medicina Veterinária Ricardo Valle, Gerente Regional de Serviços Técnicos da Aviagen, "a quantidade de energia disponível na alimentação do macho é essencial para uma fertilidade de resultados, o que significa pintos e frangos de maior peso". Ele registrou esta observação ao abordar os principais pontos de manejo da linhagem Ross, com 30% de participação no mercado mundial.
Ricardo recomenda cuidados na incubação, com controle de temperatura interna e externa dos ovos, mantendo as câmaras de ar reguladas para que a eclosão seja feita na altura correta sem esforço desnecessário por parte dos embriões. A temperatura das camas deve ser mantida por volta de 28º C e a luz nas primeiras semanas ficará disponível perto de 23 horas, favorecendo o desenvolvimento do peito.

MONITORAÇÃO PERIÓDICA PODE EVITAR A COCCIDIOSE

A coccidiose, uma das doenças de maior impacto econômico na produção de aves de corte e responsável pela mortalidade de 6 a 10% da produção mundial, pode ser prevenida com a implantação de programas de monitoramento periódico. A recomendação é do gerente de Serviços Veterinários da Aviagen, Nick Dorko. Ele constatou que a maioria das empresas só monitora coccidia se forem observados sintomas graves - como as fezes com sangue - mas salienta que em frangos de corte isso quase não acorre. "É preciso monitorar em doses sub-clínicas porque a doença pode causar má absorção de nutrientes e outros efeitos que resultam em prejuízos para os produtores".
Um complexo que abate um milhão de aves por semana e perde 1% de diferença na conversão de peso em conseqüência da doença não diagnosticada corresponde a prejuízos da ordem de R$ 300 mil dólares por semana. Por isso, alerta Nick, é preciso ficar atento a todos os sinais. Entre os sintomas clínicos mais comuns estão a depressão, pigmentação das patas (se estiverem pálidas é porque não estão absorvendo nutrientes), perda de alimentos pelas fezes ou fezes sanguinolentas, raquitismo e o desenvolvimento precário das penas. Nos Estados Unidos, a maioria das companhias faz essa análise a cada 2 ou 3 meses. A avaliação é feita em média de 5 a 6 aves por galpão, verificando as aves normais e não as já doentes.
Nick Dorko recomenda a avaliação das lesões macro e microscópicas, entre 17 e 42 dias de idade ou, em aves vacinadas entre 12 e 14 dias de idade. Ele explica que o animal deve ser abatido apenas quando o veterinário já estiver com tudo pronto para a necrópsia, porque o intestino - principal ponto de avaliação - sobre modificações logo após o abate. A análise deve abranger lesões na boca, traquéia, moela e intestinos.

SIMPÓSIO DE NUTRIÇÃO É O PRIMEIRO DE UMA SÉRIE

O primeiro Seminário sobre Nutrição promovido pela Aviagen do Brasil reuniu, no dia 27 de julho em Indaiatuba/SP, cerca de 70 profissionais das áreas de nutrição, fabricantes de ração, criadores, pesquisadores de universidades e consultores. Eles foram apresentados à equipe técnica global da Aviagen, que iniciou uma integração entre a área de Operações Técnicas da empresa e representantes do segmento no país.
A empresa reuniu conceituados técnicos da indústria avícola mundial para divulgar os mais recentes avanços científicos na área de nutrição. "Queremos colocar nosso corpo técnico - tanto regional quanto global - à disposição do segmento, pois a troca de informações é fundamental para maximizar os resultados de maneira saudável e lucrativa", explica Ivan Pupo Lauandos, Diretor Geral da Aviagen Brasil. O próximo evento, em local a ser definido, será em novembro.
A Aviagen é líder mundial em genética de frangos, perus e postura comercial, e há cerca de seis meses passou a atuar no país como Aviagen do Brasil, resultado da aquisição dos ativos da Agroceres Ross e Agroceres Avilcultura, após uma parceria de 20 anos. A empresa investe 7% do seu faturamento anual em Pesquisa e Desenvolvimento, para manter um elevado nível tecnológico de produtos e serviços.

Fonte:
Ivan Pupo Lauandos
Diretor Geral da Aviagen do Brasil
Fone (19) 3294 4050

Outras informações:
Fábio Montenegro Carnevale, coordenador de Marketing
Fone (19) 3294 4050 www.aviagen.com.br

Apoio à Imprensa:
Comunicativa ACJ - jornalista Cibele Vieira
Fones (19) 3256 4863 / 3256 9059 / 9156 6014
cibele@clicknoticia.com.br


 

 
 
   
   
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