Campinas/SP - Segunda, 20 de maio de 2019 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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Campinas-SP

 

PERSPECTIVAS DA AVICULTURA INTERNACIONAL  


A Aviagen atende 250 clientes em 85 países, desenvolve programas de melhoramento genético para a produção de carne de frango e perus, principalmente sob as marcas Ross, Arbor Acres, L.I.R., Nicholas Turkeys e B.U.T. A empresa emprega 1.500 pessoas e é sediada em Huntsville, no estado americano do Alabama, e, também, próximo a Edimburgo, no Reino Unido. A empresa também tem "joint ventures" na Europa Ocidental e Central, América Latina, África do Sul e Ásia. Em dez/2006, o Grupo Aviagen aumentou seus investimentos no Brasil através da aquisição de todos os ativos do Negócio Aves pertencentes ao Grupo Agroceres. O principal objetivo da Aviagen é fortalecer sua posição estratégica no país líder mundial em exportações e terceiro maior produtor de carne de frango. Foram adquiridos todos os ativos da Agroceres Ross para a produção de avós. Foram também adquiridos os ativos da Agroceres Avicultura e Agroceres Genética para o suprimento de matrizes para o Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia.
Sede: Campinas (SP) Fone: (19) 3526 8594 Produção: Rio Claro (SP) Fone: (19) 3533 6880 www.aviagen.com.br


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Durante um dos debates, Clóvis Pupperi (UBA), Ivan Lauandos (Aviagen), Paul Aho (EUA) eGordon Butland (Asia).


O Diretor Geral da Aviagen do Brasil, Ivan Pupo Lauandos, entende que “o pais vive um momento oportuno para este tipo de debate, pois a indústria avícola nacional precisa se preparar para as mudanças que estão acontecendo”. E resumiu sua expectativa para o próximo ano: “Vamos enfrentar desafios fortes, como a questão do câmbio e aumento dos custos internos de produção, mas estamos avaliando a situação de suprimentos de grãos no mundo como uma oportunidade e a indústria brasileira estará preparada para atender qualquer demanda, caso ocorra algum problema sanitário fora do país”. Segundo ele, o aumento da renda da população brasileira também deverá interferir positivamente no consumo interno de frango.

O evento, promovido pela Aviagen do Brasil, contou com o patrocínio master do Banco Bradesco e os patrocínios da Bayer, Fort Dodge, Polysell e Schering-Plough. Veja abaixo um resumo das principais discussões:

AS TENDÊNCIAS DOS PRINCIPAIS MERCADOS AVÍCOLAS EM 2008

“Este Seminário é uma oportunidade de ouvir excelentes palestras, passando pelos principais mercados mundiais. Nos sentimos orgulhosos por termos conseguido reunir neste painel algumas das principais ‘feras’ da avicultura mundial.“
Ivan Pupo Lauandos, diretor geral da Aviagen do Brasil - moderador

EUA, um mercado maduro

2007 foi um ano de grande lucro para a indústria avícola norte-americana, devido ao estoque de frango congelado e o aumento da demanda por partes como a coxa e sobrecoxa para exportação (cerca de 70% do total das exportações). “Mas, em 2008, vemos algumas nuvens no horizonte”, avalia Paul Aho, consultor de Negócios Internacionais convidado para falar sobre o mercado americano durante o I Seminário Internacional da Aviagen. Ele estima um aumento de produção na ordem de 3% no próximo ano, com expansão das exportações (principalmente para Rússia e China), mas com rentabilidade reduzida principalmente em função da alta dos preços da ração. “Como o consumo está estável na faixa de 45 kg per capita, podemos ter um super suprimento de frango, além do encarecimento do custo dos grãos e dúvidas em relação ao abastecimento para o mercado de rações”.

O mercado americano é maduro, pondera Paul, e tem uma preferência muito grande por carne branca (peito sem osso e sem pele), tanto que há cerca de dez anos o preço do peito era oito vezes mais caro que a coxa/sobrecoxa, mas hoje está apenas três vezes superior. Nos últimos dois anos, os fatores que mais influenciaram a produção do país foram a ocorrência da Influenza (que ampliou as exportações para países asiáticos) e a retomada do consumo das carnes mais escuras da ave (coxa/sobrecoxa). Mas o consumo per capita deve se manter estável até o final do século, com apenas três empresas respondendo por 2/3 da produção de frango do país.

Ásia concentra potências

Gordon Butland, consultor da indústria avícola mundial, tem grande experiência com o mercado asiático. Responsável por 30% do mercado de frangos, o maior continente da Terra abriga uma população de 3,2 bilhões de pessoas (53% da população mundial), com participação de 22% no PIB mundial e um consumo per capita de frango da ordem de 6,8%. Dos cinco principais países produtores e consumidores de frango, dois estão na Ásia: Índia e China. O continente concentra também o importador mundial mais importante – em termos de valor –, que é o Japão, e o maior exportador de produtos cozidos, a Tailândia.

Num exercício de futurologia, Gordon avalia que 60% do crescimento global da indústria avícola será proveniente de cinco países: Índia, China, Brasil, México e EUA. Segundo ele, a Índia deve ampliar o consumo per capita em mais de 150%, enquanto os chineses recuperam um crescimento da ordem de 40%. O Japão deverá se manter com mercado estagnado e, por conta disso, se a Tailândia e a China conseguirem retomar suas exportações, o Brasil deverá perder parte das exportações hoje direcionadas aos japoneses.

Brasil tem desafios e boas perspectivas

Com as projeções de ampliação do consumo mundial de frango - que pode chegar a 33% até 2016, segundo a FAO - a produção brasileira deve se manter aquecida nos próximos anos. Esta é a perspectiva otimista do diretor executivo da União Brasileira de Avicultura (UBA), Clóvis Puperi. Para ele, os principais desafios estão na manutenção da sanidade animal, o crescimento da produção e a administração da crise energética que deve interferir no setor por conta do uso de grãos para a produção de biodiesel.

Hoje, o mercado interno responde por aproximadamente de 580 mil toneladas por mês, uma demanda correspondente a 70% da produção nacional, colocando o país na posição de 6º maior consumidor mundial. Este ano a produção total de frango no país foi de 10,1 milhões de toneladas. No ranking internacional, o Brasil se mantém entre os maiores exportadores, ocupando 40% do mercado global, num total de 3,2 milhões de toneladas exportadas em 2007.

Entre as principais vantagens do país estão a produção com tecnologia a custos competitivos, além de uma estrutura produtiva bem organizada. Para se ter uma idéia da evolução tecnológica da produção brasileira, Clóvis Puperi lembra que em 1950, o frango era abatido com dez semanas, pesando cerca de 1,5 kg. Hoje, o abate é realizado com 43 dias e peso médio de 2,3 kg.

O Brasil entrou no mercado mundial de frango no início da década de 70. Até então, a avicultura nacional era restrita aos sistemas de integração concentrados no sul do país, bem desenvolvidos nos aspectos de sanidade, genética e manejo. Com a exportação, a indústria local se adequou às exigências internacionais tanto na infra-estrutura dos criatórios como nos cortes e embalagens especiais. Essas mudanças foram benéficas também para o consumidor local, provocando aumento do consumo interno, que subiu de 10 para 37 kg por habitante em apenas duas décadas.

Avaliação dos atuais mercados internacionais para 2008, segundo avaliação da UBA - União Brasileira de Avicultura:
EUROPA - tendência de pequeno crescimento
ORIENTE MÉDIO – estabilidade nos embarques
HONG KONG – aumento nos volumes devido às necessidades da China Continental
COREIA E SINGAPURA – pequenos aumentos de volumes
JAPÃO – estabilidade nos embarques
ÁFRICA – pequeno aumento nos volumes com foco em Angola e Egito
VENEZUELA E CUBA – estabilidade nos embarques
RUSSIA – retomada do mercado russo, que caiu 8% em 2007
CAZAQUISTÃO E UCRANIA – possibilidade de crescimento
MALÁSIA - deverá ser o novo mercado, mas para pequenos volumes
MÉXICO - espera-se um acordo, pois existe interesse dos importadores
ESTADOS UNIDOS – não existe expectativa de abertura em 2008, nem para produtos cozidos
CHILE – há possibilidade de abertura para pequenos volumes
CHINA – temos 24 plantas aprovadas mas não há negócios, continua uma incógnita!

OS IMPACTOS DA BIONERGIA NA INDÚSTRIA AVÍCOLA EM 2008

O incentivo pela busca de combustíveis alternativos ao petróleo vem sendo discutido em vários paises, na forma de debates, pesquisas, subsídios e outras políticas. Mas a crise energética mundial aponta, nos últimos meses, para a alternativa de usar grãos - como milho e soja - na produção de biocombustíveis. Esta tendência tem evoluído muito rapidamente, causando preocupação em setores que dependem destes grãos, como é o caso da avicultura.
Para discutir este tema, a Aviagen convidou seu vice-presidente de operações técnicas, Bryan Fancher, para mostrar aspectos do mercado americano e o diretor da Agroconsult, André Pessoa, para abordar as questões brasileiras. O debate foi intermediado por Érico Pozzer, presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), que defende a nova discussão das metas de crescimento da avicultura brasileira em 2008, prevista em 10%. “Nos últimos três meses, tivemos um impacto de 40% no custo da produção de frangos, devido ao aumento de 60% no custo do milho e 70% no custo da soja”, relata Pozzer. Como o consumo de carne de frango cresceu cerca de 5%, ele defende que, “se for preciso, teremos que repensar nosso crescimento”.

Americanos incentivam bioferefinarias em áreas de milho

Bryan Fancher, vice-presidente de Operações Técnicas Globais da Aviagen observa, no mercado americano, um grande incentivo para o uso do milho, inclusive com maior rentabilidade dos produtores que oferecem sua safra para as biorefinarias. “Isso terá grande efeito sobre o mercado de milho e outros ingredientes”, afirma. Ele ressalta que embora a cana seja uma matéria-prima melhor que o milho, o país tenta proteger seu etanol ampliando os impostos para importação e o Brasil é um dos países que tem interesse em discutir mudanças nessa taxação.
Os Estados Unidos praticamente dobrou o número de biorefinarias instaladas em regiões produtoras de milho: eram 54 instaladas em 2000 e 110 em 2007. Em 2006, a produção de etanol consumiu 17,6% da produção de milho e a previsão é que consuma 31,2% em 2009. O etanol produzido a partir do milho é apenas uma pequena parte da gasolina, mas causou impacto. Em 2006, o etanol representava 3,9% dos 125 bilhões de galões de gasolina utilizado no país no ano passado, e a expectativa é que em 2009, serão 8% de etanol incorporado à gasolina.
Uma das preocupações de Bryan é com os subprodutos originários desse processamento, como o grão seco e os solúveis da destilaria. Ele alerta os fabricantes de ração para manterem um rigoroso controle de qualidade por meio de análise destes ingredientes, que podem ser utilizados na composição das rações para aves. O principal risco são as microtoxinas, mas dependendo do tempo de secagem e as temperaturas utilizadas, podem prejudicar também a digestibilidade das rações, além de apresentar variações no teor de nutrientes do milho. Já a glicerina, que sobra do biodiesel, pode ser utilizada na ração desde que em dosagem inferior a 5% da composição da dieta diária das aves.

Super safra, estoque baixo
Justamente quando o Brasil tem um recorde de safra, os estoques de milho fecharam o ano em um nível bem baixo (2 milhões de toneladas), preocupando o mercado. A produção de 51,2 milhões de toneladas colhidas garantiu uma exportação de 10 mil toneladas, um índice bem superior aos 3,9 mil toneladas do ano passado. O milho brasileiro conquistou novos mercados e o país se tornou o terceiro maior exportador, abastecendo principalmente a Europa, que chegou a pagar ágio de US$ 100 por tonelada.
A Agroconsult, empresa de consultoria especializada em agronegócios, que atua no acompanhamento e análise de diversos setores com a elaboração de cenários e tendências sobre as principais commodities agrícolas, revela que a demanda de milho para a avicultura vem crescendo na média de 10% ao ano. A área de cultivo de milho na safra 2006/07 ficou em 9,7 milhões de hectares para o milho de verão e 4,3 milhões/ha na safrinha. Quando analisa as safras de verão do Paraná e Goiás, André Pessoa indica perspectivas de boa rentabilidade, apesar do aumento do preço dos insumos, principalmente os fertilizantes. “O mercado está aquecido”, afirma.
Por outro lado, a área cultivada com soja no Brasil não cresceu muito, embora os preços tenham subido em função de baixo estoque mundial: na safra 2007/08 foi de 22 milhões de hectares, com ampliação prevista de 6,7% para a safra 2008/09. A principal matéria-prima para a produção de biodiesel no Brasil ainda é a soja (80%). O país tem hoje capacidade de produzir 2 bilhões de litros, uma produção mensal de 45 milhões de litros (set/2007).
André Pessoa acredita que a ampliação do esmagamento de soja para atender a produção de biodiesel no próximo ano vai ampliar a oferta de farelo de soja. A previsão é um total de 4,9 milhões de toneladas de farelo. André explica que “esse fato pode interferir diretamente no mercado avícola, pois se o mercado de bionergia aumentar o preço do milho e houver maior oferta do farelo de soja, o resultado será que os componentes energéticos da ração poderão ficar mais caros que os componentes protéicos”.

Outras informações:
Fábio Montenegro Carnevale
Coordenador de Marketing da Aviagen do Brasil
Fone (19) 3294 4050

Apoio à Imprensa:
Agência de Notícias Comunicativa
Fones (19) 3256 4863 / 3256 9059 comunicativa@clicknoticia.com.br

 


Outras fotos :


Paul Aho(Consultor Internacional/EUA), André Pessoa (Agroconsult), Érico Pozzer (APA), Francisco Penteado e Alexandre Tamizari (Bradesco), Craig Morton(Aviagen), Clóvis Pupperi (UBA), Bryan Fancher (Aviagen), Bob Dobbie (Aviagen) e Gordon Butland (especialista em Avicultura - Asia). As fotos estão à disposição dos jornalistas, basta solicitar pelo e-mail: comunicativa@clicknoticia.com.br

 
 
   
   
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