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Do total de pessoas que morreram, 185 (50,3%) tinham fator de risco, incluindo gestação.
Doenças metabólicas e respiratórias, cardiopatias crônicas, hipertensão arterial e imunodepressão (pessoas com o sistema imunológico debilitado, como pacientes de câncer e aids), além de gestação, são os principais fatores de risco para óbitos, entre os casos graves pelo novo vírus.
Reitera-se que o cálculo da taxa de letalidade em relação ao total de casos de influenza não é mais utilizado como parâmetro para monitorar o comportamento da doença, uma vez que os casos leves não são mais notificados, exceto em surtos. Esta conduta tem sido recomendada pela OMS desde meados de julho e seguida pela maioria dos países, com priorização para monitoramento de casos graves. A taxa de mortalidade dos casos graves confirmados para o novo vírus no Brasil é de 0,19 óbitos por 100 mil habitantes.
IMPORTANTE:
Os países do Hemisfério Sul, que estão no inverno, continuam registrando aumento no número de casos e de mortes, ao contrário dos países do Hemisfério Norte, que estão no verão, quando a transmissão é significativamente reduzida.
Os países adotam periodicidade diferente para atualização do número de óbitos.
II – CASOS GRAVES E FATORES DE RISCO
De 25 de abril a 15 de agosto, foram registrados 20.820 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país – ou simplesmente casos graves. Segundo a distribuição destes casos por semana epidemiológica, observa-se diminuição no número absoluto de casos graves pelo novo vírus na 32ª semana, que vai de 9 a 15 de agosto.
Isso pode ser visto nas colunas vermelhas do gráfico abaixo. Porém, esta observação pode não refletir a realidade, pois muitas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde possuem casos não digitados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a base de dados que o Ministério da Saúde utiliza para analisar a nova doença.
Portanto, trata-se de um indicativo ainda preliminar de que a doença pode estar recuando.
Do total, 3.712 foram confirmados para algum tipo de vírus influenza, sendo 58% em mulheres. Entre os casos graves positivos para influenza, 3.087 (83%) foram confirmados para o novo vírus e 625 (17%) para influenza comum.
Os principais fatores de risco para desenvolver formas graves são doenças respiratórias, idade igual ou menor que 2 anos, debilitação do sistema imunológico, doenças cardiovasculares (incluindo hipertensão arterial) e metabólicas, além de gestação (leia mais sobre gestação abaixo).
Entre os casos graves por influenza sazonal (gripe comum), os principais fatores de risco foram doenças respiratórias, idade igual/menor que 2 e igual/maior que 60 anos, doenças cardiovasculares (incluindo hipertensão arterial) e debilitação do sistema imunológico.
Dentre os casos graves de influenza causados pelo novo vírus, 42,4% (1.308) apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, incluindo a gestação. Nos casos graves confirmados para influenza sazonal, a proporção foi de 37,3% (233). Os dois índices são semelhantes aos observados no boletim anterior: 43% e 38%, respectivamente.
Segundo a faixa etária, a maior proporção de casos graves confirmados para o A(H1N1) está nas faixas de 15 a 24 anos e 30 a 49 anos. Para os casos de influenza comum, predomina a faixa etária de 30 ma 49 anos.
III – MULHERES E GESTANTES
De todos os 3.087 casos graves confirmados para Influenza A (H1N1), 283 são gestantes (9,1%). Das 283 gestantes infectadas pelo A(H1N1) em estado grave, 237 evoluíram para a cura.
Do total de 1.151 casos graves de mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) confirmados para o novo vírus, 24,6% são gestantes, enquanto que para influenza sazonal, 15,4% são gestantes.
Do total de 368 óbitos no país, 46 eram gestantes (12,5%).
IV – ANÁLISES LABORATORIAIS
Os três laboratórios de referência do Ministério da Saúde analisaram 8.519 amostras de secreção respiratória positivas para influenza e outros vírus respiratórios.
Do total, 5.767 (67,7%) foram confirmadas para o novo vírus influenza A (H1N1) e 1.958 (23%), para influenza A sazonal.
Os laboratórios de referência são o Instituto Adolfo Lutz (IAL/SP), o Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/RJ).
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