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DENGUE: AUMENTA O NÚMERO DE CASOS EM CAMPINAS  


A AGÊNCIA DE NOTICIAS E EDITORA CLICKNOTICIA assumiu, a partir de 2021 as funções que desde 1996 a Comunicativa atuava no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Assim, também como agência e editora, a CLICKNOTICIAS se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas em todas mídias disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, produção de conteúdo para sites, criação de hubs e sites responsivos, entre outras. Esse trabalho é pautado por critérios profissionais e éticos acim a de tudo. A Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fone/WS: (19) 987-835187 - (19) 99156-6014


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A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas informou segunda-feira, dia 29 de março, que no acumulado do ano até dia 26 de março foram confirmados 524 CASOS de pessoas que adoeceram com dengue em Campinas. No último balanço, em 23 de março, eram 359. Deste total, seis casos foram de dengue com complicações. Além disso, foi confirmado um caso de febre hemorrágica, importado da Bahia. Todos os pacientes evoluíram para cura.

As áreas com maior número de casos são comunidades na abrangência do Centros de Saúde (CSs) Conceição (leste); Pedro de Aquino, ou Balão do Laranja, Perseu Leite de Barros e Florence (noroeste); Barão Geraldo, Santa Mônica, São Marcos e Aurélia (norte); Vista Alegre, Tancredão e Vila União (sudoeste); Paranapanema, Domingos e São José (sul). (Confira mapas em anexo).

O aumento de casos neste início de ano pode estar relacionado ao forte calor e aos altos volumes de chuvas. Outro fator que pode estar contribuindo para o crescimento das notificações é a circulação do sorotipo viral DEN-1, o que motivou o Ministério da Saúde a alertar todas as unidades da federação, pois esse sorotipo, que circulou com maior intensidade na década de 90, voltou a predominar em alguns estados no final de 2009. Em Campinas, foi isolado o DEN-1 na área do CS São Domingos, região sul.

No Brasil e no Estado de São Paulo circulam os sorotipos DEN-1, DEN-2 e DEN-3. O sorotipo DEN-4 não tem registro de circulação no País até o momento. Embora os sintomas da doença sejam iguais para os três tipos de vírus, a circulação ocorre de forma heterogênea nos estados. Quando um indivíduo contrai a doença por um sorotipo, fica imunizado apenas contra ele. Posteriormente, pode ser novamente infectado por outro sorotipo. E, quando o paciente contrai a doença mais de uma vez, aumenta o risco de desenvolver formas graves de dengue. No entanto, isto não exclui a possibilidade de alguém desenvolver dengue grave numa primeira infecção.

Medidas de Controle

A Vigilância em Saúde de Campinas anunciou na semana passada, no dia 23 de março, a intensificação das medidas de controle da doença com reforço das ações de vigilância epidemiológica; vigilância sanitária; controle do vetor; ações de informação, comunicação e mobilização social; capacitação e atualização das equipes; avaliação e controle do Programa Municipal de Dengue; e reforço dos trabalhos intersetoriais.

Entre as medidas constam a contratação de 200 Ajudantes de Controle Ambiental, totalizando 350 pessoas envolvidas diretamente no combate à dengue em campo; e o maior rigor da Secretaria de Saúde no uso dos instrumentos da Vigilância Sanitária em relação aos munícipes que mantiverem em seus domicílios condições propícias para a proliferação do mosquito da dengue, especialmente as pessoas que impedirem o acesso das equipes que atuam no combate à doença ou que mantiverem imóveis fechados ou abandonados.
Até então, Campinas aplicava penalidades apenas a estabelecimentos comerciais. A partir de agora, se forem esgotadas as abordagens que já ocorrem na rotina, frente a uma situação de risco, com o proprietário impedindo o acesso das equipes, o munícipe fica sujeito a penalidades, o que inclui multa com valores que hoje variam entre R$ 1.200,00 a R$ 6.400,00.

A Secretaria de Saúde também promoveu na semana, no dia 25 de março, capacitação sobre dengue para médicos das redes pública e privada de saúde de Campinas. Na ocasião, o médico sanitarista André Ribas Freitas, da Vigilância em Saúde Municipal, apresentou o histórico da dengue no Brasil e no mundo, ciclo do vírus, situação epidemiológica regional e local, situação entomológica, áreas críticas em Campinas e manejo clínico dos pacientes, sinais de alerta, fatores de risco, conduta terapêutica e chamou a atenção para pontos-chave do tratamento. André reforçou, ainda, a necessidade do diagnóstico diferencial. Segundo a Vigilância em Saúde, neste momento, é importante que os profissionais pensem em dengue. De acordo com a Brigina Kemp, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, a história epidemiológica é fundamental para que o médico suspeite de doenças com sintomas semelhantes como leptospirose, febre maculosa, gripe e outras infecções.

Situação no país, no estado e na região

Cinco estados brasileiros concentram alta incidência de casos de dengue nas primeiras semanas de 2010, segundo balanço parcial do Ministério da Saúde. Rondônia, Mato Grosso do Sul, Acre, Mato Grosso e Goiás registraram índices que vão de 423,2 a 891,7 casos por 100 mil habitantes. O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300).

Em números absolutos, esses cinco estados registraram 77.117 notificações da doença, o equivalente a 71% dos 108.640 registros em todo o país entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro, quase o dobro dos casos registrados no mesmo período do ano passado. Mais de um terço (34%) das notificações concentrou-se nos municípios de Campo Grande-MS (12.712 casos), Goiânia-GO (12.316), Aparecida de Goiânia-GO (3.280), Rio Branco-AC (5.056) e Porto Velho-RO (3.412). No mesmo intervalo de 2009, foram 51.873 casos no Brasil.

MG, SP e DF - Minas Gerais registrou, nas primeiras seis semanas do ano, 15.626 casos de dengue. Porém, a incidência no estado (78 casos por 100 mil habitantes) é considerada baixa, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde. Em Minas, o aumento nas notificações concentrou-se em sete municípios: Belo Horizonte (2.000 casos), Montes Claros (1.840), Arcos (1.168), Uberaba (764), Carangola (756), Bom Despacho (681) e Pirapora (667).

São Paulo e Distrito Federal, por sua vez, também apresentaram aumento nas notificações. Mas a quantidade de casos é pequena, quando comparada à população de cada unidade federada. Em São Paulo, 70% dos casos ocorreram nos municípios de: São José do Rio Preto (2.366 casos), Ribeirão Preto (951), Guarujá (398) e Araçatuba (649).

Este ano na Região Metropolitana de Campinas os municípios mais afetados são Sumaré (158 casos) e Hortolândia (123).

Texto

Secretaria Municipal de Saúde de Campinas

 

 
 
   
   
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