Campinas/SP - Sábado, 4 de julho de 2026 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
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Campinas-SP

 

CPFL CULTURA DE CAMPINAS RETOMA PROGRAMAÇÃO  


A AGÊNCIA DE NOTICIAS E EDITORA CLICKNOTICIA assumiu, a partir de 2021 as funções que desde 1996 a Comunicativa atuava no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Assim, também como agência e editora, a CLICKNOTICIAS se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas em todas mídias disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, produção de conteúdo para sites, criação de hubs e sites responsivos, entre outras. Esse trabalho é pautado por critérios profissionais e éticos acim a de tudo. A Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fone/WS: (19) 987-835187 - (19) 99156-6014


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Curador Antonio Eduardo (foto:divulgação)


A CPFL Cultura retoma sua programação de Música Erudita Contemporânea em Campinas com a série A Vanguarda esquecida, que tem curadoria de Gilberto Mendes e Antonio Eduardo, e resgatará a ‘música moderna’ do século XX que teve seu grande momento entre os anos 1920 e 1940, e depois caiu em quase completo esquecimento.

“Procuramos resgatar, nestes quatro concertos, um pouco dessa importante música moderna que ninguém mais toca, ninguém mais ouve: a musicologia convencional, da vanguarda musical russa dodecafônica, formada basicamente pelos compositores Arthur Lourié, Nikolai Roslavets e Jef Golyscheff; a música política, em reação a esta vanguarda; o chileno Sergio Ortega, cuja obra O povo unido jamais será vencido correu o mundo, adaptado às lutas sociais de cada país; e o pianista e compositor norte-americano Frederic Rzewski, que usou esse mesmo tema em suas notáveis variações para piano. Do lado europeu, ainda, podemos ver o inglês Cornelius Cardew romper espetacularmente com Stockhausen, acusando-o, em memorável panfleto, de servir ao imperialismo”, comentam os curadores.

A programação tem entrada gratuita, com distribuição de ingressos no local, a partir de uma hora antes do início das apresentações. A CPFL Cultura em Campinas fica na Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera. Classificação: 8 anos. Mais informações no site http://www.cpflcultura.com.br ou pelo telefone (19) 3756-8000.


Curadores

Gilberto Mendes
Nasceu em 1922, ano em que anarquistas, futuristas, comunistas, militares, canibais, dadaístas, todos juntos, queriam mudar o país. Foi também o ano da santa Semana de Arte Moderna, que influenciaria no desenvolvimento da arte até os dias de hoje. São Paulo era então uma pequena cidade industrial, tendo por perto o maior porto do país, a cidade de Santos. Aqui Gilberto Mendes nasceu. Um dos signatários do Manifesto Música Nova, Sua obra já foi tocada nos cinco continentes, principalmente na Europa e EUA. É autor do livro “Viver sua Música”- com Stravinsky em meus ouvidos, rumo á Avenida Nevskiy, publicado pela Edusp/Realejo, São Paulo.

Antonio Eduardo
Participando com frequência de festivais, encontros de música contemporânea e congressos nacionais e internacionais em musicologia, Antonio Eduardo vem se destacando como um pianista e pesquisador voltado para a música de seu tempo. Escreveu “O Antropofagismo na obra pianística de Gilberto Mendes” (AnnaBlume/FAPESP), além de diversos artigos para periódicos sobre música contemporânea. Atualmente dirige coleção voltada para música contemporânea brasileira, Antonio Eduardo Collection,constando em seu catálogo obras de Gilberto Mendes, Silvia Berg, Sergio Vasconcelos Correa, Rodolfo Coelho de Souza e Almeida Prado.


Programação


10 de abril – 20h

“Vanguarda musical dodecafônica russa - Período Lunacharsky”
Este programa mostra a pouco conhecida vanguarda russa do início do século XX. Um momento que nos revela o pioneirismo estético de três compositores de uma conturbada Rússia, pós-Revolução de outubro de 1917: Arthur Lourié, Nikolai Roslavets e Jef Golyscheff. Lunacharski foi um dos fundadores do Partido Bolchevique e após a Revolução de Outubro de 1917 foi nomeado alto comissário do Narkompros (Comissariado Popular para a Educação), órgão responsável pela educação pública e pela maior parte dos eventos relacionados à cultura, cujo objetivo foi o de permitir certa liberdade intelectual a artistas e acadêmicos, com a finalidade de ganhar a confiança dos intelectuais.

Piano: Antonio Eduardo
Piano: Araceli Chacon
Violino: Tânia Guarnieri
Violino: Ulisses Nikolai
Viola: Cesar Pellegatti
Violoncelo: Fabio Pellegatti


17 de abril – 20h

“A música moderna que ninguém mais ouve”
Este programa traz o modernismo musical europeu repercutindo o surgimento e o desenvolvimento do dodecafonismo, a certeza acerca do progresso que ele representou, além das novas possibilidades a serem exploradas com uma nova música que foi além da tonalidade. Uma arte modernista que buscou “humanizar a ordem industrial”.

Violão: Thiago Abdalla
Violinos: Tania Guarnieri e Ulisses Nikolai
Piano: Araceli Chacon


24 de abril – 20h

“Vanguarda musical russa reprimida – Período Khrénikov”
Com a morte de Jdánov, Khrénikov foi nomeado por Stálin como secretário geral da União dos Compositores em abril de 1948, permanecendo neste cargo até 1991. Khrénikov gozou de amplos poderes para determinar o que era música “realista” transformando-se, mais de uma vez, num grande obstáculo sobretudo para Gubaidúlina, Ustvolskaia e Schnittke, ao impedir que suas composições fossem interpretadas publicamente na União Soviética, decretando-as como obras banidas. Neste mesmo contexto surgia Nikolai Kapustin na década de 1950, com a reputação de pianista, arranjador e compositor. Kapustin afirma: "Eu nunca fui um músico de jazz, nunca tentei ser um pianista de jazz real, mas tinha que fazer isso por causa da composição. Não estou interessado na improvisação – e afinal, o que é um músico de jazz, sem improvisação? Talvez por isso estejam todas elas escritas e desafiando o espírito do intérprete.”

Violoncelo: Fabio Pellegatti
Contrabaixo: Sonia Ray
Piano: Antonio Eduardo
Contrabaixo: Sonia Ray
Piano: Maria Emilia Moura Campos


1º de maio – 20h

“Reação à vanguarda – Música Política”
O último programa desta série pode ser resumido na frase “É preciso resistir”. Resistir para marcar territórios, resistir como um ato heróico, resistir aos “resistentes”. Porém sonhar o sonho da resistência transformando-a na “difícil pratica musical da liberdade”. E assim buscar o NOVO: “um grande cozido com um q de expressionismo, com um q de neoclassicismo, com um q de vanguarda, com um q de modernismo moderado, com um q de romantismo, com um q de classicismo, com um q de barroco , com um q de oriental, com um q de cultura africana, com um q de pop e rock, como disse Boudewijin Buckinx em seu livro “O Pequeno Pomo” (Ateliê Editorial, 1998).

Piano: Gustavo Fiel
Piano: Beatriz Aléssio

Informações
Cárita Abdal
CPFL Cultura

 

 
 
   
   
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