Campinas/SP - Terça, 30 de junho de 2026 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
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INFLAÇÃO DESACELERA NOS SUPERMERCADOS EM JANEIRO  


A AGÊNCIA DE NOTICIAS E EDITORA CLICKNOTICIA assumiu, a partir de 2021 as funções que desde 1996 a Comunicativa atuava no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Assim, também como agência e editora, a CLICKNOTICIAS se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas em todas mídias disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, produção de conteúdo para sites, criação de hubs e sites responsivos, entre outras. Esse trabalho é pautado por critérios profissionais e éticos acim a de tudo. A Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fone/WS: (19) 987-835187 - (19) 99156-6014


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Esta desaceleração já era esperada devido ao aumento tradicional de demanda que ocorre em dezembro nos supermercados, decorrentes das festas de fim de ano”, explica Martinho Paiva Moreira, diretor de economia da APAS.



“Mesmo apresentando elevação neste mês, o IPS se mantém como destaque positivo, ficando abaixo dos demais índices de inflação”, complementa Moreira. Em um ano o índice registrou alta de 5,5%, estando abaixo do valor registrado no mesmo período em janeiro de 2011, que foi de 7,62%.



Os preços dos semielaborados - carnes, cereais e leite - apontaram elevação de 0,26% em decorrência, principalmente, do aumento de preços dos pescados (2,46%) e cereais (3,93%), com destaque para o feijão (12,93%). Em 12 meses a inflação nos produtos semielaborados atinge 3,89%. Os pescados apresentaram alta nos preços devido ao período de reprodução dos peixes, onde a pesca é proibida e há redução de oferta do produto e também devido à alta no consumo de peixe que pressiona os pescados de modo geral. Já o aumento dos cereais está diretamente relacionado ao aumento do preço do feijão, ocasionado pela estiagem e seca na região sul do país e também ao excesso de chuva na região sudeste em janeiro, que impactam nas safras e pressionam os preços.



Os preços dos alimentos industrializados apresentaram elevação de 0,06% com as principais altas verificadas em derivados de carne (1,24%), panificados (0,18%), cafés, achocolatados e chá (0,56%). Embora a categoria carnes apresente redução nos preços em janeiro, os derivados do produto ainda permanecem sendo pressionados devido ao aumento da demanda de consumo. Do mesmo modo ocorre com os panificados devido ao aumento do preço, mesmo que em pequena escala, da farinha de trigo. Ainda no setor de panificados as principais quedas foram verificadas em derivados do leite (0,72%), adoçantes (2,57%), massas, farinhas e féculas (0,72%). A menor demanda foi o fator que proporcionou a menor pressão sobre os preços, e alguns casos até a redução de preços. Os derivados do leite apresentaram redução devido à queda do preço do leite.



Os preços dos produtos hortifrutigranjeiros (produtos in natura) apresentaram aumento de 3,31%, com destaque para verduras (5,87%), tubérculos (3,89%), legumes (10,65%) e frutas (0,99%). Os itens que apresentaram as maiores elevações foram: alface (7,75%), escarola (6,91%), repolho (8,30%), batata (6,91%), tomate (12,55%), cenoura (21,03%), pepino (43,41%), abobrinha (24,10%), chuchu (15,73%), laranja (3,06%), banana (3,99%), maça (3,92%).



Segundo o diretor de economia da APAS, “os preços dos produtos in natura vêm sendo impactados fortemente por fatores climáticos, seja pela estiagem no sul do país, ou ainda, pelo excesso de chuva na região sudeste do país. A conjunção destes fatores diminuiu a oferta dos produtos no comércio pressionando os preços para cima”.



No caso das bebidas alcoólicas, os preços aumentaram 1,67%, impacto direto do aumento no preço da cerveja (1,72%), fato que já era esperado diante do período de verão e do aumento da demanda por este produto nesta época do ano. Já as bebidas não alcoólicas mantiveram-se quase estáveis com elevação de 0,02%, enquanto houve aumento de 0,33% nas bebidas isotônicas e alta de 0,84% nos sucos de frutas. Já as bebidas a base de soja apresentaram queda de -2,17%, e assim, o resultado final da categoria foi de estabilidade.



Os preços dos produtos de limpeza apresentaram queda de 0,5% impactados pela retração no preço do sabão em pó (1,22%), do concentrado de limpeza (0,94%), sacos para lixo (0,3%) e amaciante para roupa (1,12%). Os artigos de higiene e beleza apontaram alta de 0,58% impactados pela elevação do preço do sabonete (1,48%), do creme dental (1,36%) e da escova dental (0,68%). As pressões nos preços dos produtos de limpeza e dos artigos de limpeza e higiene e beleza persistem diante da continuidade do repasse dos reajustes realizados pela indústria devido ao aumento nos preços do petróleo e demais matérias-primas petroquímicas para fabricação dos produtos. Porém, já é verificada desaceleração neste repasse ao longo dos últimos três meses e a tendência é que a variação dos preços seja menor ao longo de 2012.



Isoladamente, na comparação mensal, as quedas de preços ocorreram em carnes bovinas (1,15%), frango (2,65%), leite (1,84%), derivados do leite (0,72%), pão francês (0,95%), açúcar (2,82%), polpa de tomate (4,3%), bebidas a base de soja (2,17%) e sabão em pó (1,22%). As altas de preços mais significativas foram: pescado (2,48%), feijão (12,93%), derivados da carne (1,24%), peito de peru (5,08%), café em pó (1,02%), sardinha em lata (6,20%), laranja (3,86%), melão (5,25%), abacaxi (9,30%), legumes (10,65%), tomate (12,55%), batata (6,91%), alface (7,75%), cerveja (1,72%), desodorante (2,05%), creme dental (1,36%).



No período de um ano as quedas ocorreram no preço das carnes suínas (6,51%), do frango (7,15%), do arroz (4,81%), do açúcar (2,9%), do chocolate (4,23%), da laranja (38,25%), da cenoura (15,58%) e da batata (13,67%). Ainda neste período, as altas de preços foram: da pescada (9,09%), do leite (9,93%), feijão (38,17%), derivados de leite (7,20%), derivados da carne (7,41%), panificados (6,62%), café em pó (22,72%), biscoitos (4,65%), óleo de soja (2,16%), molho de tomate (12,77%), sardinha em lata (6,66%), alimentos prontos (9,14%), banana (18,17%), tomate (31,58%), suco de frutas (14,76%) do refrigerante (10,83%), cerveja (10,67%), sabão em pó (8,17%), detergente (9,89%), sabonete (14,79%), escova de dente (9,03%) e desodorante (5,63%).



“O índice de variações negativas em janeiro de 2012 é maior do que o verificado em dezembro de 2011, ou seja, tivemos mais itens neste mês apresentando retração em seus preços. Outro ponto de destaque está relacionado ao comportamento dos preços dos produtos in natura que, neste mês de janeiro, apresentou elevação inferior a verificado no mesmo mês de 2011”, completou Martinho Paiva Moreira, diretor de economia da APAS.



A evolução dos preços ao longo de 2011 nos supermercados apresentou desaceleração quando comparado a 2010. Para 2012 a tendência é novamente de desaceleração, principalmente, no que diz respeito às bebidas. Já os itens de alimentos também devem apresentar desaceleração, porém em menor magnitude. E esta tendência ainda não pode ser captada neste primeiro mês do ano, e desta maneira, os resultados dos próximos meses, principalmente, de fevereiro, março e abril poderão dar maior previsibilidade para a expectativa de preços para 2012.







Nota Metodológica

O Índice de Preços dos Supermercados tem como objetivo acompanhar as variações relativas de preços praticados no setor supermercadista ao longo do tempo. O Índice de Preços dos Supermercados é composto por 225 itens pesquisados mensalmente em 5 categorias: i) Semielaborados (Carnes Bovinas, Carnes Suínas, Aves, Pescados, Leite, Cereais); ii) Industrializados (Derivados do Leite, Derivados da Carne, Panificados, Café, Achocolatado em Pó e Chás, Adoçantes, Doces, Biscoitos e Salgadinhos, Óleos, Massas, Farinha e Féculas, Condimentos e Sopa, Enlatados e Conservas, Alimentos prontos,); iii) Produto In Natura (Frutas, Legumes, Tubérculos, Ovos, Verduras); iv) Bebidas (Bebidas Alcoólicas, Bebidas Não Alcoólicas); v) Artigos de Limpeza; vi) Artigos de Higiene e Beleza. Assim, o IPS se apresenta como instrumento útil aos empresários do setor na tomada de decisões com relação a preços e custos dos mais diversos produtos. No que diz respeito à indústria, de maneira análoga, possibilita a tomada de decisão com relação a preços e custos dos produtos destinados aos supermercados. Ao mercado e aos consumidores é útil para a análise da variação de preços ao longo do tempo possibilitando o acompanhamento da evolução dos custos ao consumidor do setor supermercadista.


 

 
 
   
   
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