Campinas/SP - Terça, 30 de junho de 2026 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
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Campinas-SP

 

CIRUGIAS FETAL INTRA-UTERINA EM CAMPINAS  


A AGÊNCIA DE NOTICIAS E EDITORA CLICKNOTICIA assumiu, a partir de 2021 as funções que desde 1996 a Comunicativa atuava no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Assim, também como agência e editora, a CLICKNOTICIAS se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas em todas mídias disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, produção de conteúdo para sites, criação de hubs e sites responsivos, entre outras. Esse trabalho é pautado por critérios profissionais e éticos acim a de tudo. A Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fone/WS: (19) 987-835187 - (19) 99156-6014


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Ele fará um seminário sobre o tema ‘Cirurgia Fetal Intra-Uterina’. Promovido pela Fundação de Medicina Fetal Latino-Americana (FMFLA). O evento faz parte da carga horária do curso de pós-graduação oferecido pela entidade, que tem como objetivo levar conhecimento e especialização a profissionais da área.

Aprovada há apenas um ano no Brasil, após um estudo americano denominado “Moms” (Management of Myelomeningocele Study), iniciado em 1997, que comprovou sua eficácia e benefícios, a técnica vem sendo desenvolvida pela Unifesp desde março de 2011, sob o comando do Dr Moron, e já foi aplicada desde então em 20 fetos no Brasil.

A mielomeningocele é a mais comum das anomalias congênitas do sistema nervoso central. Também conhecida como espinha bífida, a doença é caracterizada por uma má formação do feto, em que a medula fica em uma bolsa do lado externo do corpo, ao invés de crescer dentro dele.

Causada por uma falha no fechamento do tubo neural, a mielomeningocele pode trazer como consequências a hidrocefalia (acúmulo de liquor no cérebro), paralisia dos membros inferiores e ainda a perda de controle sobre os esfíncteres (músculos do organismo que controlam a saída da urina e fezes).

Cirurgia ainda é novidade no Brasil

No Brasil, oito operações foram feitas entre 2002 e 2003. O procedimento foi suspenso temporariamente, para que estudos mais aprofundados fossem feitos. Ficou comprovado que o benefício é maior quando a cirurgia é feita dentro do útero e em março do ano passado, por meio do MOMS publicado num dos mais conceitos jornais de medicina o New England Journal (N Engl J Med 2011;364:993-1004.), e o procedimento foi liberado e recomendado novamente.

Das crianças com a doença, 90% desenvolvem hidrocefalia. Este número cai para 40% com a cirurgia fetal. Desde março do ano passado, 20 cirurgias foram realizadas no Brasil que somadas a outras oito totalizam 27. Destas intervenções, que devem ser realizadas entre a 23ª e 26ª semana de gestação, apenas duas crianças tiveram complicações e faleceram. A incidência da doença não é tão rara, são três casos para cada 10.000 crianças que nascem no Brasil e é mais frequente em meninas.

De acordo com Dr. Moron, o procedimento consiste em abrir a bolsa com a medula, soltar as camadas de tecidos e fechar todos os tecidos. Para isso, a mãe leva uma anestesia geral e recebe um corte para que o útero consiga ser exposto. Para chegar ao bebê, é preciso também abrir o útero. Antes de passar pela cirurgia, a criança também recebe uma anestesia. De acordo com ele, a cirurgia leva até duas horas e meia. “O mais importante do tratamento intraútero, é que fechando a mielomeningocele dentro do útero, consegue-se diminuir o traumatismo a que a medula vai estar exposta, além da exposição do tecido nervoso ao líquido amniótico, que fica ácido ao longo da gravidez. Os microtraumas e a acidez do líquido amniótico alteram a função do tecido nervoso e alguns nervos podem não se formar”, afirma o médico.

Atualmente, a intervenção intra-útero já pode também ser oferecida para em casos selecionados para gestantes que enfrentam este problema durante a gestação, inclusive para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), pois foi considerada uma técnica eficiente e mais viável do que as várias intervenções que a doença poderia reivindicar durante a vida do paciente.


 

 
 
   
   
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