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Campinas-SP
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| EXPOSIÇÃO CONTINUA NO PAÇO MUNICIPAL
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Todos os desenhos estão implícita ou explicitamente relacionados às doenças sexualmente transmissíveis.
A mostra integra a agenda de eventos do município para marcar o Dia Internacional da Mulher, que é comemorado dia 8 de março. A ideia é chamar a atenção para a questão da feminização da epidemia de Aids.
Atualmente, de acordo com as estimativas da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), 50% das pessoas infectadas no mundo são mulheres. A exposição é fruto de uma parceria entre o Programa Municipal de DST/Aids de Campinas, o Programa Estadual de DST/Aids e o Ministério da Saúde.
Ao percorrer os estandes no saguão do Paço, o visitante pode conferir como o cartunista chinês, Huang Fei retrata o casal de namorados sob um coração recheado de camisinhas. Também está lá a tela do búlgaro Stankulov em que o pintor usa um pincel vestido com um preservativo. O croata Gero, por sua vez, mostra uma atraente havaiana colocando um colar de preservativos no pescoço do turista.
Os cartunistas brasileiros Ivan Vasconcelos e Magela Oliveira, que assinam com pseudônimo de Vascoli, mostram uma lua em formato de camisinha. A piada do elefante e da formiguinha também está lá retratada pelo brasileiro Luciano Felix. Vale a pena conferir.
A médica infectologista Cláudia Barros, coordenadora do programa, conta que os cartuns foram confeccionados por renomados artistas nacionais e internacionais. Segundo ela, as obras foram cedidas pelo Ministério da Saúde ao Centro de Estética e Beleza Symetria, que as emprestou ao Programa de DST de Campinas, com o empenho do cartunista Dálcio Machado.
Os cartuns foram elaborados do ponto de vista do o riso como ferramenta de sensibilização para prevenção das DST/Aids. Para Cláudia Barros, coordenadora do Programa municipal de DST/Aids, o humor pode levar à reflexão por meio de uma linguagem acessível à população e influenciar a mudança de atitudes.
DST e Aids entre mulheres
No início da década de 1990, o crescimento de casos de aids entre as mulheres e da transmissão do HIV de mãe para filho alertou a sociedade. A temática da feminização da epidemia surge como ponto de discussão para ativistas, pesquisadores e técnicos de saúde.
A desigualdade de acesso aos direitos entre homens e mulheres também está refletida no aumento do número de infecções na população feminina. Observa-se que, 54% do total de casos identificados até junho de 2009, foram de mulheres com baixa escolaridade (de nenhum até sete anos) e 22% com oito anos e mais de escolaridade. A análise desse indicador ainda apresenta limitações em razão do alto percentual de ignorados.
Nos últimos anos, o principal aprendizado para o enfrentamento da epidemia de aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) foi que devem ser considerados os componentes econômicos, socioculturais, raciais e étnicos que estruturam as desigualdade sociais.
A violência doméstica e sexual contra mulheres e meninas, a discriminação e o preconceito relacionados à lesbianidade, bissexualidade feminina e transexualidade são agravantes na desigualdade entre homens e mulheres.
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