| VIRUS DA DENGUE TIPO 4 É IDENTIFICADO EM CAMPINAS
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O diagnóstico foi na região Sudoeste, que teve 397 casos da doença neste ano, ou 57% do total de casos 694 confirmados em Campinas nos primeiros 5 meses de 2012.
O coordenador do programa de combate à dengue, André Ricardo Ribas Freitas, explicou que quando a pessoa contrai um tipo de dengue fica imune depois de curada e, como Campinas teve epidemias pelos vírus DENV 1, 2 e 3, muitas pessoas já adquiriram imunidade natural. “Mas, com um novo vírus circulando, uma pessoa que já teve outro tipo de vírus pode contrair novamente a doença e com um risco maior. Isso porque a dengue costuma ser mais grave na reinfecção”, explica.
“Ou seja, com a introdução de um novo sorotipo existem dois problemas: existe um potencial maior de disseminação, pois toda população é susceptível; e pode haver um aumento na proporção de casos graves, pois o risco de reinfecção aumenta”, disse Freitas.
Portanto, o DENV-4 não é mais perigoso que os demais; a preocupação é porque a quase totalidade das pessoas não estão imunes ao sorotipo 4. Este fato pode, inclusive, ter contribuído para a grande concentração de casos ocorridos na região Sudoeste, onde este vírus foi identificado.
Após 28 anos sem ocorrências do sorotipo, essa variedade do vírus voltou a circular no Brasil em 2010. Ele está em circulação no estado de São Paulo desde 2011 e, na região, foi identificado em maio, em Sumaré e Rio Claro. Até abril, o número de casos de dengue tipo 4 representam 17% dos registros da doença no estado de São Paulo e 76% no Rio de Janeiro.
Combate
Com relação às medidas ambientais e sanitárias, a Secretaria Municipal de Saúde informa que as ações necessárias para conter o avanço da doença já vinham e continuarão sendo implementadas, uma vez que o tipo de ação de controle independe do sorotipo circulante, pois a forma de transmissão da doença é a mesma para qualquer sorotipo.
As atividades de combate à dengue precisam ser permanentes e diárias para que se possa estabelecer um controle ainda mais eficaz sobre a doença na cidade. Com a participação da sociedade é possível manter a dengue sob controle.
A população deve certificar-se rotineiramente de que as caixas d´água estão adequadamente limpas e vedadas, não deixar a água acumulada nos pratinhos de vasos de planta, fechar bem os sacos plásticos utilizados para acondicionar lixo e manter a lixeira tampada, retirar a água parada das lajes, jogar no local adequado entulhos acumulados nos quintais, entre outras orientações já difundidas pela Secretaria de Saúde e Ministério da Saúde.
Queda
Campinas registrou, de janeiro a maio de 2012, 694 casos de dengue, uma redução de 77,09% em relação às 3.030 ocorrências no mesmo período de 2011. A tendência de queda vem acontecendo o ano todo na cidade.
Em janeiro foram 48 casos, 52 em fevereiro, 151 em março, 261 em abril e 114 em maio. A tendência histórica é a queda de casos a partir de maio, quando começa a estiagem na região. Em 2011, janeiro registrou 68 casos, fevereiro 288, março 658, abril 1.202 e 714 em maio. O ano fechou com 3.178 registros.
O ano em que Campinas registrou o maior número de casos da doença foi 2007, quando a cidade teve 11.442 casos, sendo 10.875 nos primeiros cinco meses do ano.
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