Campinas/SP - Sexta, 26 de junho de 2026 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
  home
  gigo notícias
  profissionais
  publicações
  clientes
  projetos
  entrevistas
  baú de notícias
  clippings
  galeria de fotos
  ensaios
  extra pauta
  cadastre-se !
  contato
Digite a expressão que deseja buscar
Cadastre-se e receba, por e-mail, as últimas do ClickNotícia.


Rua Alberto Belintani, 41
Whatsapp: (19) 98783-5187
CEP: 13087-680
Campinas-SP

 

PESQUISA CONSTATA DESCONHECIMENTO DOS ALUNOS DA UNICAMP SOBRE DST  


A AGÊNCIA DE NOTICIAS E EDITORA CLICKNOTICIA assumiu, a partir de 2021 as funções que desde 1996 a Comunicativa atuava no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Assim, também como agência e editora, a CLICKNOTICIAS se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas em todas mídias disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, produção de conteúdo para sites, criação de hubs e sites responsivos, entre outras. Esse trabalho é pautado por critérios profissionais e éticos acim a de tudo. A Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fone/WS: (19) 987-835187 - (19) 99156-6014


»
Baú de Notícias
» Galeria de Fotos

» Clipping

   


Professor e médico dermatologista Paulo Eduardo Neves Ferreira Velho, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp (Crédito: Edimilson Montalti)


Pesquisa realizada com alunos de graduação da Unicamp constatou que eles conhecem pouco sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST). A pesquisa tomou como base jovens de 16 a 29 anos de ambos os sexos, matriculados em 2011 e 2012 nos diversos cursos da Universidade. Os dados foram apresentados pelo professor e médico dermatologista Paulo Eduardo Neves Ferreira Velho, no anfiteatro 1 da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.

Dos 16.787 graduandos matriculados em 2011, 1.448 responderam ao questionário enviado online. Dos 3.320 calouros matriculados em 2012, 371 responderam ao questionário. Quanto à faixa etária, 95,8% estavam entre 16 a 29 anos e 50,0% eram de cada sexo. Houve representatividade de todas as áreas de formação e semestres letivos: 4,8% dos respondentes eram da área de Artes; 18,2% da área de Ciências Biológicas ou profissões da saúde; 59,4% da área de Ciências Exatas e Tecnológicas e da Terra; e 17,6% da área de Ciências Humanas. Do total de alunos pesquisados, 22% estavam no primeiro ano do curso; 22,7% no segundo; 21,2% no terceiro; 15,2% no quarto ano e 19,9% no quinto ou sexto ano do curso.

Perguntou-se sobre a atividade sexual dos graduandos e 20,0% dos alunos de 2011 e 36,20% dos calouros não haviam tido relações sexuais. Dos alunos que já haviam tido atividade sexual, um em cada quatro referia não ter parceria fixa e 29,0% referiram ter mais que duas parcerias por ano. A bissexualidade foi informada por 9,0% dos alunos, enquanto 5,8% dos homens e 1,1% das mulheres informaram a homossexualidade. O preservativo foi usado por 99% dos alunos, mas menos de 20% deles fazia uso adequado deste método de prevenção.

Sobre o slogan da campanha do governo: Faça o que quiser, mas faça com camisinha, 43,0% dos graduandos da Unicamp apreenderam que estariam 100% seguros se usassem preservativos nas suas relações sexuais e/ou que usá-los garantiria que não adquirissem DST. Acerca da proteção, 72,0% não sabiam que o preservativo não protege contra lesões cutâneas fora da área de barreira.

Cerca de 80% não souberam identificar lesões de herpes simples, não sabiam que não há cura para o HSV e, quando apontadas lesões discretas da infecção pelo HPV, afirmaram que elas poderiam ser confundidas com lesões comuns como “pintas”. Além disso, 73,7% dos alunos não concordaram que quem tem uma DST tem risco dez vezes maior de contrair o HIV e 66,3% que o segundo câncer mais frequente nas mulheres brasileiras pode ser considerado uma DST.

Ainda de acordo com a pesquisa, mais de 80% dos participantes tinham dúvidas e pretendiam ler mais sobre DST após a pesquisa e 96,1% aprenderam algo sobre as DST. Quase a metade dos alunos julgou que uma disciplina (obrigatória, optativa ou à distância) sobre o tema deveria ser oferecida a todos os graduandos.

“A pesquisa mostrou que a maioria dos estudantes da Unicamp se expôs a contrair DST e não tem conhecimentos básicos sobre o tema. As campanhas do Governo focam muito o uso do preservativo. Dos alunos entrevistados, 43% achavam que com o uso do preservativo estariam 100% seguros em contrair doenças sexualmente transmissíveis. Não basta o conhecimento sobre a necessidade de usar o preservativo na prevenção destas doenças”, alertou Paulo Velho, que ministra uma disciplina sobre DST no curso de Medicina da FCM da Unicamp.

Em março deste ano, a Unicamp começou a campanha “DST. Proteção com informação. Vista esta camisa”. Os alunos matriculados de 2013 já receberam informações sobre DST. Panfletos foram distribuídos na Universidade e os alunos receberam, por e-mail, material informativo da campanha.
“Estamos criando um site para disponibilizar mais informações sobre DST e pretendemos oferecer uma disciplina optativa aos alunos da Unicamp sobre o tema. Temos a expectativa de oferecer essa aula à distância e estender o ensino além das fronteiras da Unicamp”, explicou Paulo Velho.

Os dados apresentados foram desenvolvidos pela pedagoga da Unicamp Eneida Lazzarini de Castro e teve a colaboração de Tânia Alencar de Caldas, Elisabete Monteiro de Aguiar Pereira e André Morcillo. A campanha na Unicamp é promovida pela Pró-reitoria de Graduação (PRG), FCM, Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) e Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE).

 

 
 
   
   
« voltar  


   Gigo Notícias    Política de Privacidade