Campinas/SP - Quinta, 25 de junho de 2026 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
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OIT ALERTA PARA EXPLORAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO TRABALHO DOMÉSTICO  


A AGÊNCIA DE NOTICIAS E EDITORA CLICKNOTICIA assumiu, a partir de 2021 as funções que desde 1996 a Comunicativa atuava no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Assim, também como agência e editora, a CLICKNOTICIAS se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas em todas mídias disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, produção de conteúdo para sites, criação de hubs e sites responsivos, entre outras. Esse trabalho é pautado por critérios profissionais e éticos acim a de tudo. A Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fone/WS: (19) 987-835187 - (19) 99156-6014


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Relatório divulgado pela OIT aponta que 10,5 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo trabalham como domésticos, em alguns casos em condições perigosas e análogas à escravidão. Os dados foram divulgados no dia 11 de junho, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no relatório "Erradicar o trabalho infantil no trabalho doméstico". Segundo a OIT, dessas crianças trabalhadoras, 6,5 milhões têm entre cinco e 15 anos e mais de 71% são meninas.

"A situação de muitas crianças trabalhadoras domésticas não somente constitui uma grave violação dos direitos das crianças, mas continua sendo um obstáculo para o alcance de muitos objetivos nacionais e internacionais de desenvolvimento", alerta Constante Thomas, diretora do Programa Internacional para a Erradicação do Trabalho Infantil da OIT. O relatório lança um apelo para uma ação conjunta em nível nacional e internacional com o objetivo de eliminar o trabalho infantil no ambiente doméstico.

A diretora de Cidadania e Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Silvana Abramo, lembra que o Brasil assumiu o compromisso internacional de erradicar a prática. "Nosso país ratificou a Convenção 182 da OIT, que define as piores formas de trabalho infantil, comprometendo-se a erradicar os trabalhos degradantes nela definidos até 2015 e todas as formas de trabalho infantil até 2020". A magistrada ressalta também que o Decreto 6.481 de 2008, ao regulamentar os artigos 3º e 4º dessa Convenção, incluiu expressamente o trabalho doméstico dentre essas piores práticas.

"Os juízes do Trabalho, representados pela Anamatra, engajam-se no objetivo de erradicar essa chaga social, desenvolvendo ações educativas, a exemplo do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC), iniciativa da entidade que leva noções de direito e cidadania a escolas", pontua a diretora. Além disso, segundo Abramo, a entidade atua contribuindo na elaboração de novos marcos normativos para o combate ao trabalho infantil. "Os juízes do Trabalho estão atentos à questão do trabalho infantil em sua atividade jurisdicional diuturna", completa.

REGULAMENTAÇÃO DE DIREITOS

A proposta legislativa que vai regulamentar a Emenda Constitucional nº 72 (novos direitos dos domésticos) contém regra proibitiva, de forma explícita, com relação ao trabalho doméstico para menores de 18 anos. A regra atendeu à sugestão da Anamatra, que participou das discussões da Comissão Mista sobre a Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal.

"Infelizmente ainda é bastante comum vermos, principalmente meninas, saírem de cidades interioranas em busca de trabalho em ´casas de família´ nas grandes cidades. E muitas vezes não têm oportunidade de ir à escola e recebem como remuneração apenas comida e lugar para dormir. O trabalho doméstico sujeita crianças e jovens a esforços físicos intensos, isolamento, abuso físico, psicológico e muitas vezes sexual, longas jornadas de trabalho, movimentos repetitivos e tantas outras práticas que podem comprometer o seu processo de formação psicológico, físico, emocional e social", alerta o presidente da Anamatra, Paulo Luiz Schmidt.

O magistrado lembra também que a realidade do trabalho infantil doméstico é de difícil fiscalização, quiçá mensuração, mas estima-se que mais 400 mil crianças encontram-se nessa situação no Brasil. O número é significativo dentro do universo de 3,7 milhões de crianças e jovens entre de 5 a 17 anos vítimas de trabalho infantil nos mais diversos setores, de acordo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2011.

 

 
 
   
   
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