Campinas/SP - Segunda, 11 de dezembro de 2017 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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FRENTE PRÓ COTAS DA UNICAMP QUESTIONA RESULTADO DO VESTIBULAR  


Desde 2008 a Comunicativa passou a atuar no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Como Agência ela se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas nas mídias hoje disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas novas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, abastecimento de sites, entre outras. Esse trabalho é pautado pelos critérios técnicos e a ética das notícias e suas conseqüências. A Comunicativa foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fones: (19) 3256 4863 / 3256 9059


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A argumentação do movimento interno da Unicamp:

"Sobre o suposto sucesso do PAAIS 2017
Frente Pró-Cotas da Unicamp - Terça, 14 de fevereiro de 2017 - Em 2016, 51,9% dos convocados na primeira chamada eram estudantes de escolas públicas (ensino médio). Este ano, a porcentagem subiu para 52%. Por essa grande diferença de 0,1%, a Unicamp e os seus setores mais retrógrados estão em festa. Obviamente, nós não estamos. Vamos explicar o porquê.

Em primeiro lugar, a primeira chamada não representa o cenário final de ingressantes da universidade. A lista roda. Para os estudantes privilegiados, de escolas particulares ou cursinhos privados, com trajetórias de vida confortáveis, ela roda porque eles acabam optando, escolhendo, qual universidade pública preferem cursar. Para os estudantes de escolas públicas e de trajetórias, digamos assim, não tão confortáveis, é a ausência dessa possibilidade de escolha que faz a lista girar. O déficit nas políticas de permanência da Unicamp não só foi uma das pautas principais da greve estudantil de 2016 como foi o motivo por trás da desistência de vários estudantes de escolas públicas que, embora convocados na primeira chamada, precisaram abrir mão de suas vagas devido a ausência de vagas na moradia estudantil. Assim, em 2016 passamos de uma porcentagem de 51,9% para 47,4% de estudantes oriundos de escolas públicas. Em 2017, continuamos com a mesmíssima quantidade de vagas na moradia (torcendo para que a ampliação, conquista da greve estudantil, seja cumprida) e redução da verba para políticas de permanência estudantil. Para exemplificar a tamanha preocupação da Unicamp para com a permanência desses estudantes, segue um trecho da fala do Prof. Edmundo Capelas, coordernador executivo da Comvest, na III Audiência Pública sobre Cotas:
“Todos ficaram na Unicamp? Não ficaram, porque aí é escolha. A Unicamp ofereceu 51,9% das suas vagas para estudantes advindo de escola pública, aí incluindo os pretos, pardos ou indígenas. Destes 51,9, apenas 47,6 permaneceram matriculados na Unicamp. É claro que cada um pode optar, mas optaram por outro lugar”

Em segundo lugar, qualquer percentual anunciado de estudantes de escola pública que ingressaram a partir do PAAIS não significa, necessariamente, inclusão socio-econômica. Isso se deve ao fato de o programa não possuir um recorte de renda, o que faz com que muitos dos seus beneficiários sejam, na realidade, estudantes de escolas técnicas e com alta renda, os quais migraram para escolas modelo do sistema público de ensino (as quais aplicam vestibulinho) para se beneficiarem da política de inclusão social da Unicamp! Irônico?

Do total de estudantes que foram beneficiados pelo PAAIS, de 2005 a 2016 (12458), 55% (6944) eram oriundos de escolas técnicas, institutos federais, colégios ligados a Universidades... TODOS colégios com prova de seleção. Quase um terço (4031) consiste de estudantes de Campinas. Desse total de estudantes de Campinas, 68% vieram de 5 escolas: COTUCA, COTIL, ETECAP, ETE Bento Quirino e Culto à Ciência. Isso quer dizer que 5 colégios concentram cerca de 22% das matrículas do PAAIS em 12 anos. Ou, nas palavras do Prof. Edmundo Capelas, novamente durante a III Audiência Pública:
“Outra coisa que eu sou, e que fui muito questionado nessas escolas públicas fora de Campinas, era falado que só os colégios de Campinas, COTIL, COTUCA e ETECAP é que tomavam conta de todas as vagas da Unicamp. Então olhem que isso não é verdade. Quando eu pego aquele percentual eu tenho para o COTIL, que é o nosso Colégio Técnico de Limeira, são 6,4, o COTUCA, que é o nosso colégio técnico daqui de Campinas, 8%, o ETECAP, 6,6 e as demais escolas que são públicas correspondem a 79,1%”

Entre 2013 e 2016, dos matriculados na Unicamp advindos da ETE Bento Quirino, um quarto tinham renda superior a 7 s.m, dos matriculados advindos da ETECAP, 28% tinham renda superior a essa faixa, e 43.46% dos matriculados advindos do COTUCA tinha renda superior a 7 s.m, e um quarto tinham renda superior a 10 s.m.

No ano de 2016, 65,7% dos estudantes beneficiados pelo PAAIS vieram de escolas modelo. As escolas modelo, por sua vez, compõe somente 5% das escolas do Estado de São Paulo, segundo Censo Escolar do Estado de 2014. Estamos falando de uma sobre-representativade de 13 vezes. Quando olhamos a Unicamp se vangloriando dos 47,4 de 2016, o número que nos vêem à cabeça é o 13.

Quer se vangloriar de 2017, Unicamp? Abre os dados pra gente! Bora ver a renda e as escolas desses 52% de convocados para a primeira chamada!

Com relação ao critério racial, não temos muito o que comentar. São apenas pequenas observações. A primeira é que a meta da Unicamp para inclusão de PPI é a porcentagem dessas populações no Estado de São Paulo (para a Unicamp, 35%) sobre os 50% de estudantes oriundos de escolas públicas. A meta é na realidade de 17,5% do total de matriculados por curso e turno. A meta para inclusão étnico-racial da Unicamp é a metade da proporção das populações negra e indígena do Estado. Quanta preocupação com representatividade, não é mesmo? Para verificarmos isso, basta olhar o gráfico lá em cima, o qual nós carinhosamente apelidamos de “reta quase perfeita”.

Assim, ficamos felizes que o número total de autodeclarados negros e indígenas tenha subido de 22,4% em 2016 para 22,7% em 2017. É melhor do que a média de 16% dos anos de 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015.
Mas, na real, a gente ainda prefere os 37,2% de cotas para negros e as vagas adicionais para indígenas, só para começar.

Paz pra nós e Cotas já

P.S: As falas do Prof. Edmundo Capelas durante a III Audiência Pública estão disponíveis nas gravações das audiências. Os dados apresentados são resultado de análises da Frente Pró-Cotas sobre os microdados dos matriculados na Unicamp, de 2004 a 2016, disponibilizados pela Comvest e pela DAC a partir do termo de negociação da greve dos estudantes de 2016."
 

 
 
   
   
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