Campinas/SP - Sexta, 24 de novembro de 2017 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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Campinas-SP

 

CRMV-SP DÁ ORIENTAÇÕES SOBRE A FEBRE AMARELA  


Desde 2008 a Comunicativa passou a atuar no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Como Agência ela se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas nas mídias hoje disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas novas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, abastecimento de sites, entre outras. Esse trabalho é pautado pelos critérios técnicos e a ética das notícias e suas conseqüências. A Comunicativa foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fones: (19) 3256 4863 / 3256 9059


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27/10/2017 - Além disso, um macaco foi encontrado morto na última semana em decorrência da doença na capital paulista. O animal, um bugio, foi achado no Horto Florestal, na zona norte de São Paulo, que foi interditado temporariamente para ação de controle de mosquitos e para evitar riscos à população que vive no local ou o visita. O Parque da Cantareira, assim como outros 13 parques municipais, também foi fechado por prazo indeterminado.

Em Campinas os Centros de Saúde vão vacinar todos os interessados, sem restrições, neste sábado dia 28.

O CRMV-SP também está fazendo a sua parte auxiliando na divulgação de informações relativas ao tema, a fim de que todos os profissionais médicos-veterinários possam cumprir seu importante papel de orientação à população, sob a abordagem da Saúde Única. Confira a nota abaixo elaborada pela Comissão Técnica de Animais Selvagens:

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) transmite algumas informações sobre a Febre Amarela, considerando a importante interface da doença entre a saúde pública e a saúde silvestre, mais especificamente das populações de macacos (tecnicamente tratados como ´Primatas Não Humanos´).



A Febre Amarela foi introduzida no Brasil a partir da África há centenas de anos. Os macacos, assim como os humanos, não transmitem diretamente essa doença. O vírus pode circular em dois ciclos básicos: o urbano e o silvestre. No ciclo urbano (não registrado no Brasil desde 1942), a transmissão se dá dentro de cidades através do mosquito Aedes aegypti que, nesse caso, é o vetor responsável pela disseminação da doença. No ciclo silvestre, a doença circula entre macacos e outros animais, transmitida por algumas espécies de mosquitos. A febre amarela no Brasil apresenta uma ocorrência endêmica, principalmente na região amazônica. Fora desta região, surtos da doença são registrados esporadicamente quando o vírus encontra uma população de susceptíveis (pessoas não vacinadas). A ocorrência de casos humanos tem sido compatível com o período sazonal da doença (dezembro a maio), mas são necessários esforços adicionais para as ações de vigilância, prevenção e controle da doença.



Desde 2016 o vírus voltou a circular em algumas regiões do Estado de São Paulo, em seu ciclo silvestre, e atualmente têm ocorrido registros de mortes de primatas na região de Louveira, Jundiaí, Itatiba, Campinas e São Paulo, o que indica a retomada da dispersão do vírus com a elevação da temperatura e da umidade características desta época do ano.

Neste contexto, o CRMV-SP alerta os profissionais veterinários quanto a:



1. Notificação de Febre Amarela Silvestre em macacos

Caso chegue a seu conhecimento qualquer informação sobre ocorrência de macaco doente ou morto, a recomendação é que os órgãos de saúde sejam acionados, por um dos seguintes telefones:

- 136

- (11) 3066-8296 - Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica (de segunda a sexta-feira, das 7 às 18 horas)

- 0800-555466 - Plantão Médico do Centro de Vigilância Epidemiológica (finais de semana e feriados)



As notificações são de extrema importância para a adequada vigilância da doença, realizada conforme os procedimentos estabelecidos no ´Guia de Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos e Entomologia Aplicada à Vigilância da Febre Amarela´.



Reforçamos que pessoas leigas não devem manipular os animais, devido ao risco de contaminação por outras doenças (não pelo vírus da Febre Amarela, que é transmitido apenas por determinados mosquitos, mas há outras doenças a serem prevenidas, como a raiva).



2. Vacinação humana contra a Febre Amarela

Recomenda-se que os profissionais se informem pelos sites dos órgãos oficiais de saúde sobre os municípios do Estado de São Paulo com recomendação de vacinação, que é a principal forma de prevenção da doença.



3. Orientações gerais

- Ao encontrar macacos vivos, sadios e em vida livre: NÃO capturar; NÃO alimentar; NÃO retirar do seu hábitat; NÃO transportar para outras áreas; NÃO agredir, maltratar e muito menos matar. Para ajudar, apenas deixe os macacos vivos na floresta.

- Ao presenciar ou saber de agressões a macacos: denunciar às autoridades de meio ambiente, pois isto constitui crime ambiental e prejudica o trabalho de vigilância sanitária, por meio de denúncia ao 0800618080.



O CRMV-SP, considerando sua missão, está auxiliando na divulgação de informações relativas ao tema, a fim de que todos os profissionais médicos-veterinários possam cumprir seu importante papel de orientação à população, sob a abordagem da Saúde Única.

Por fim, agradecemos a atenção e contamos com a colaboração de todos.


Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. Ele é o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do Estado de São Paulo, mais de 33 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, Estados e Municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.
 

 
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