Campinas/SP - Terça, 12 de dezembro de 2017 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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ALUNA DA UNESP PESQUISA SUICÍDIOS ENTRE JOVENS LÉSBICAS  


Desde 2008 a Comunicativa passou a atuar no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Como Agência ela se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas nas mídias hoje disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas novas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, abastecimento de sites, entre outras. Esse trabalho é pautado pelos critérios técnicos e a ética das notícias e suas conseqüências. A Comunicativa foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fones: (19) 3256 4863 / 3256 9059


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04/12/2017 - Este trabalho é oriundo das reflexões elaboradas frente às diretrizes da pesquisa de mestrado que pretende identificar e analisar a possível relação entre lesbofobia e ideações e tentativas de suicídio entre jovens lésbicas. Para tanto, este estudo se apoiará em uma perspectiva voltada para a identificação das problemáticas do suicídio como efeito da lesbofobia.

Diante disto, nossa aposta se concentra na potencialidade da conversação entre a prática psi e os estudos de gênero como construção do entendimento das configurações do suicídio entre jovens lésbicas frente às decorrências da lesbofobia, problematizando a invisibilidade da homossexualidade feminina e os desafios contemporâneos para a construção da cidadania lésbica. Isto, pontuando a multiplicidade de diferenciações, ou interseccionalidades, que, articuladas as discussões de gênero, compõe a esfera e o ordenamento social.

Com a constatação da qual a lesbofobia não é pensada como um fator de risco ao suicídio entre jovens lésbicas, visamos demonstrar como a construção de performances e performatividades não esperadas para aquilo que se estipula como pertencente a cada um dos gêneros em nossa sociedade pode ocasionar grande sofrimento. Para tanto, estabeleceremos essa averiguação, acreditando constituir um incentivo a uma postura humanizada frente às situações que promovem e fomentam as ações suicidas, construindo redes de discussão dessa temática ainda considerada tabu.

É com este intuito que buscamos evidenciar como essa invisibilidade ou ainda a visibilidade estigmatizante que gera a internalização da culpa, atenta contra a formação cidadã, psíquica e humanizada de milhares de jovens mulheres que se veem amando outras mulheres.

A questão de gênero e sua relação com a lesbofobia
Considerando as questões de gênero referentes às formações das identidades femininas e masculinas diante da dinâmica sexual no contemporâneo, pretendemos entender os efeitos das normatizações estabelecidas sobre as definições das características que nomeiam as pessoas como mulheres ou homens. Essa construção envolve a maneira como se estabelece as relações de poder entre os sexos e os gêneros. Tais relações, arbitrariamente, são calcadas no determinismo biológico e não no aspecto relacional das definições normativas de feminilidade e masculinidade. Tal ordenação social, baseada no inatismo, define o gênero como destino do sexo, o que garante a imutabilidade de premissas que oprimem um gênero em detrimento do outro.

Estudos pós-feministas e teóricas queer vêm realizando a crítica a estas formas naturalizadas de se conceber o relacionamento entre sexo e expressão de gênero promovendo a dissociação desses conceitos tidos como inatos. Tal dissociação proporciona a possibilidade de compreender como, por de trás da ordem social vigente, as identidades femininas e masculinas são atreladas a posicionamentos e demarcações de poder. Esta possibilidade questiona os conceitos disciplinares dominantes que regem as configurações sociais dando-nos a ilusão de uma harmonia na relação entre sexo, orientação sexual, práticas sexuais, gênero e desejos (PERES, 2011).

Posto isto, podemos entender como os tenebrosos relatos de violências e homicídios ocorridos no Brasil contra as mulheres e LGBTs (MOTTI & CERQUEIRA, 2003) podem ter algo em comum, pois envolvem redes discursivas que fomentam a idealização da supremacia da identidade masculina. Assim, neste projeto propomos elementos de um quadro descritivo e conceitual que nos possibilite pensar sobre o sexo e suas políticas, contribuindo, desse modo, para a criação de um corpo de concepções acerca da sexualidade que sejam inclusivas, equânimes e libertárias. (RUBIN, 1984)

Acreditamos que existam prerrogativas na criação desses limiares e relações de poder frente o sexo: a ideia do masculino como dominante das relações sociais e o pressuposto da heterossexualidade como padrão de orientação sexual adequado (WELZER-LANG, 2001). Essa ideia torna-se importante por que será por intermédio dessas colocações que se dará a formação de dois processos que estruturam o arcabouço da homofobia: o heterosexismo e o machismo. (TEIXEIRA FILHO & MARRETTO, 2008; SOUZA, 2012)

O heterossexismo é denominado por este imperativo que se atrela a um sentimento de superioridade manifesto na atração sexual pelo sexo oposto. Contudo, esse sentimento não se propaga apenas na formação de um modo correto das orientações sexuais, ele impõe outra característica pautada na matriz masculina, na qual toda e qualquer forma que se remeta ao feminino é rechaçado e menosprezado, e é a isto que denominamos por sexismo/machismo dos quais derivam a homofobia.

A homofobia é um dispositivo de controle, no sentido foucaultiano do uso do termo dispositivo (Foucault, 1988). Um dispositivo que busca afastar todo e qualquer questionamento ou desestabilização da naturalização da norma(lidade) da conduta heterossexual reprodutiva, fundando, dessa forma, bases para o reforço do binarismo dos gêneros, o qual se aprende (Clauzard, 2002) desde muito cedo e que está disseminado em todas as instituições sociais

Por esta razão, arriscamo-nos neste trabalho a utilizar o termo LGBTfobia, e mais especificamente, o conceito de lesbofobia, pois acreditamos que o dispositivo homofóbico subjetiva de modo distinto cada uma das identidades dissidentes ao padrão heteronormativo de expressão da sexualidade.

A temática do suicídio de jovens lésbicas como efeito da interiorização da LGBTfobia
A temática referente ao suicídio vem ganhando destaque na mídia, em séries e jogos, e nos discursos científicos diante dos alarmantes dados epidemiológicos de suicídio encontrados mundialmente: mais de 800 mil pessoas tiram suas próprias vidas todos os anos, compondo uma estimativa de uma morte a cada 40 segundos. Embora tradicionalmente as maiores taxas de suicídio se encontram entre os homens mais velhos, as taxas entre os jovens vem crescendo a tal ponto que no ano de 2012 o suicidio foi a segunda principal causa de morte entre pessoas com idades de 15-29 anos, ficando atrás apenas dos homicídios. (Word Health Organization, 2017)

Assim, de modo a delimitar nosso enfoque de estudo, iremos nos atentar especificamente às jovens lésbicas e a relação destas com as ideações e tentativas suicidas. Para tanto, estabeleceremos essa averiguação, acreditando constituir um incentivo a uma postura humanizada frente às situações que promovem e fomentam as ações suicidas, construindo redes de discussão dessa temática ainda considerada tabu.

É com este intuito que buscamos evidenciar como essa invisibilidade ou ainda a visibilidade estigmatizante que gera a internalização da culpa, atenta contra a formação cidadã, psíquica e humanizada de milhares de jovens mulheres que se vêem amando outras mulheres.

Com a constatação da qual a lesbofobia não é pensada como um fator de risco ao suicídio em jovens lésbicas visamos demonstrar como a construção de performances e performatividades não esperadas para aquilo que se estipula como pertencente a cada um dos gêneros em nossa sociedade pode ocasionar grande sofrimento. Uma vez que, apesar de a relação existente entre o suicídio de jovens e LGBTfobia encontrar repercussões atestadas em estudos (TEIXEIRA FILHO & MARRETTO, 2008; SOUZA, 2012), que afirmam como a interiorização da LGBTfobia, bem como as diversas manifestações de hostilidade contra a comunidade LGBT estabelecem o cenário propício para o enredo suicida, este fator ainda é pouco teorizado tendo-se em vista as ideações e tentativas de suicídio entre jovens lésbicas.

OBJETIVOS DE PESQUISA

Objetivo geral
Busca-se investigar a relação entre o pensamento ou tentativa de suicídio e a lesbofobia.

Objetivos específicos
a) Problematizar os efeitos e estratégias e tecnologias sociais de internalização da lesbofobia na vida de jovens lésbicas;
b) Analisar os discursos proferidos por jovens lésbicas acerca de suas formas de elaboração do luto da identidade heterossexual e a relação desta elaboração e as ideações e tentativas suicidas;
c) Delimitar as intersecccionalidades dos marcadores sociais de diferença, demonstrando os sistemas de opressão, dominação e/ou discriminação, tais como etnia, cor e classe social e sua relação com a lesbofobia e suicídio;

ABORDAGEM TEÓRICO-METODOLÓGICA
Fundamentamos nossa pesquisa na análise do discurso de vertente foucaultiana, orientada pelos estudos Queer e feministas acerca do desenvolvimento das relações de poder-saber-prazer. Assim, temos que com a análise dos discursos depreendidos da realização dos grupos focais, trataremos das falas que explicitem a presença da lesbofobia que fomentariam os questionamentos das jovens lésbicas frente o valor de suas vidas, a culpabilização, o luto da heterossexualidade e as formas de resistência à opressão lesbofóbica.

CONTATO: Yasmin Aparecida Cassetari da Silva - yasmincasseari@hotmail.com
 

 
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