Campinas/SP - Sábado, 11 de julho de 2020 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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PERIGO DAS FRATURAS EM PORTADORES DE OSTEOPOROSE  


Desde 2008 a Comunicativa passou a atuar no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Como Agência ela se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas nas mídias hoje disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas novas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, abastecimento de sites, entre outras. Esse trabalho é pautado pelos critérios técnicos e a ética das notícias e suas conseqüências. A Comunicativa foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fones: (19) 3256 4863 / 3256 9059


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225/06/2020 - E essa realidade pode ficar mais grave com a pandemia, especialmente, em países da América Latina, onde o número de idosos vem aumentando com o envelhecimento da população. Com o distanciamento social, acidentes domésticos e diminuição no ritmo do acompanhamento médico podem agravar a situação da patologia.

Antes mesmo da pandemia, um estudo da conduzido pela consultoria americana Cornestone Research Group, apoiado pela Amgen, uma das maiores empresas de biotecnologia, estimou que o custo da osteoporose na America Latina em 2018 chegou ao total de US﹩ 1,17 bilhão, ou seja cerca de R﹩ 5 bilhões, sendo que no Brasil este gasto gira em torno de US﹩ 310 milhões, ultrapassando mais de R﹩ 1 bi. Em cinco anos, estes gastos devem subir para US﹩ 6,25 bilhões, aproximadamente R﹩ 20 bilhões.

Os dados foram publicados pelo Journal of Medical Economics e são uma projeção com base no envelhecimento da população e o aumento da incidência da doença no Brasil, Argentina, Colômbia e México. Com a falta de prevenção à doença nesta região, a projeção é que ocorram cerca de 4,5 milhões de fraturas nestes países.

"Um ponto importante é que pacientes não reconhecem a osteoporose como uma doença crônica e acabam tendo fraturas sem obter o diagnóstico e sem acompanhamento adequado, onerando todos os sistemas de saúde. Neste momento de COVID-19, estamos enfrentando uma realidade ainda mais alarmante porque o grupo de risco que está em casa, pode se fraturar sem ter conhecimento da patologia ou, até mesmo aqueles que já tem o diagnóstico, deixarem de seguir as recomendações médicas por medo ou dúvida" afirma Ben-Hur Albergaria, ginecologista e vice-presidente da Comissão Nacional de Osteoporose da FEBRASGO.

O especialista aponta que é fundamental os pacientes com o diagnóstico de osteoporose, assim como o grupo de risco como a população acima de 50 anos, tomem cuidados simples como deixar os ambientes da casa livre de obstáculos para evitar quedas; guardar os tapetes que podem deslizar; não deixar nada espalhado pelo chão e manter os cômodos bem iluminados. Além disso, manter uma rotina com exercícios simples é importante, pois movimentar o corpo ajuda a manter a massa óssea e a fortalecer a musculatura, o que evita quedas, sobretudo em idosos.

Porém, em casos de extrema necessidade, o indivíduo não pode deixar de ir ao médico, já que, fraturas de quadril continuam sendo trágicas, com uma mortalidade de 20% em 1 ano e são uma das principais causas de morbidade e perda de independência funcional dos mais velhos. "Embora a telemedicina esteja em alta e oferecendo novas oportunidades, é imprescindível que o paciente permaneça em contato com seu médico e não interrompa o tratamento prescrito para manter os cuidados com a saúde óssea, caso contrário, isso pode comprometer a qualidade de vida, trazendo complicações graves como restrições de mobilidade".

Com a doença negligenciada, pacientes com fraturas teriam múltiplas consequências sociais e econômicas junto ao sistema de saúde. De acordo com o estudo da Cornestone Research Group, no Brasil, parte dos custos é atribuída à perda de produtividade da população, além dos custos com hospitalização. O custo médio gasto por 1.000 pessoas em risco nos quatro países latino-americanos foi de US﹩ 15.906, sendo que, ao ajustar a população em risco, o Brasil tem um custo de US﹩ 6.130 por pessoa, aproximadamente R﹩ 25 mil.

Como fazer o diagnóstico em tempos de pandemia

A grande maioria dos casos de osteoporose só são diagnosticados depois da primeira fratura. "Portanto após os 50 anos, fazer o acompanhamento da saúde óssea através da densitometria e manter esse diálogo médico-paciente é importante para evitar agravamento da doença e fraturas, mas enquanto as pessoas não puderem realizar o exame de densitometria óssea por conta do isolamento social, existe uma solução para identificar o risco da fratura", explica o especialista.

A alternativa para a classe médica obter o diagnóstico rápido da osteoporose, sendo via telemedicina ou dentro de um consultório, é aplicação da metodologia FRAX (Ferramenta de Avaliação do Risco de Fratura), que estima a probabilidade de sofrer com ossos quebrados nos próximos dez anos. A FRAX é a ferramenta mais utilizada para o diagnóstico de osteoporose, pois preenche a lacuna de acesso à densitometria óssea que não está amplamente disponível no Brasil. A metodologia tem potencial não apenas de identificar o risco de fratura osteoporótica como indicar um tratamento especifico para cada paciente.

Entretanto, para o grupo que tem interesse em conhecer mais sobre a sua saúde óssea sem sair de casa neste período de pandemia, a IOF (International Osteoporosis Foundation), entidade referência no tema, desenvolveu um teste que avalia os principais fatores de risco da doença gratuitamente e que está disponível em vários idiomas, inclusive português . "O objetivo desta ferramenta é ampliar conscientização sobre a doença e também facilitar o conhecimento dos fatores de risco que vão além do envelhecimento. Não é válido como diagnóstico, mas é uma oportunidade de o paciente reconhecer seu risco e buscar ajuda médica antes da fratura", explica o especialista.

 

 
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