Campinas/SP - Quinta, 24 de setembro de 2020 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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Campinas-SP

 

ALERTA PARA O DESCARTE IRRESPONSÁVEL DE MÁSCARAS E LUVAS  


Desde 2008 a Comunicativa passou a atuar no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Como Agência ela se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas nas mídias hoje disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas novas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, abastecimento de sites, entre outras. Esse trabalho é pautado pelos critérios técnicos e a ética das notícias e suas conseqüências. A Comunicativa foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fones: (19) 3256 4863 / 3256 9059


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07/08/2020 - A diminuição das atividades proporcionou surpresas, como aparecimentos de animais silvestres em centros urbanos e águas mais claras em praias, rios e lagos. Entretanto, passaram a contaminar esses ambientes as máscaras descartadas pela população. Registros desses flagrantes têm inundado os feeds das mídias sociais em várias partes do mundo. A ONG francesa Opération Mer Propre foi uma das primeiras a detectar esse efeito colateral nos oceanos.

Para se ter uma ideia do prejuízo ambiental, uma máscara pode levar até quatro séculos para se decompor. Conversei com o especialista em materiais têxteis e professor da Universidade Estácio de Sá, Silvio Duarte que nos explicou sobre o prazo prolongado em que permanecem ativas no ambiente:

“aquelas que são confeccionadas em poliéster, e outras fibras sintéticas podem levar até 400 anos para se decompor”.
Ainda Segundo o estudioso:

Imagens da da Ong francesa Opération Mer Propre
“Devido ao baixo custo de produção do poliéster, ele é um dos materiais mais utilizados na produção de itens de baixo valor agregado, como as máscaras. As produzidas em TNT tendem a ser menos prejudiciais ao meio ambiente, por serem fabricadas de modo parecido com o papel, e não confeccionadas por entrelaçamento de fios, como os tecidos convencionais”.
Descartes de Máscaras:

Quando o uso de máscaras foi estendido dos profissionais da área da saúde para toda população, o seu consumo sofreu um grande salto e o descarte deixou de ser controlado com maior rigor, passando a fazer parte do lixo doméstico. Além do alto risco à saúde pública, por poder conter o vírus ainda ativo, a máscara é mais um elemento descartado em larga escala na natureza.

Procurada , a Comlurb - Companhia Municipal de Limpeza do Rio explicou que não pode mensurar a quantidade de máscaras e luvas nos sacos de lixo, uma vez que eles não são abertos pelos garis.

Risco a catadores e profissionais de limpeza:

É fundamental que a população não jogue mascaras e luvas em recipientes destinados a reciclagem. Isso porque embora se reduziram as atividades nas cooperativas de catadores, elas estão gradativamente retornando, pois representam a fonte de renda de milhares de pessoas no país.

O presidente da estatal carioca, Paulo Mangueira, ressalta a responsabilidade da população:

Imagem da Ong francesa Opération Mer Propre
“A orientação da Companhia para o descarte de máscaras e luvas é que sejam colocadas em sacos plásticos bem fechados e descartadas no lixo comum para a coleta, já que esses materiais, por serem infectantes, não são potencialmente recicláveis."
Porém, a Organização Mundial de Saúde – OMS complementa que esses cuidados precisam ser ainda maiores em residências em que tenham casos confirmados ou sob suspeita da doença. Devem ser utilizadas duas embalagens: um primeiro saco colocado dentro de um segundo.

Imagem da da Ong francesa Opération Mer Propre
Apesar das empresas municipais de limpeza urbana do país garantirem que aumentaram os cuidados, com a chegada do vírus, não faltam denúncias de seus colaboradores à má aplicação de protocolos. Muitos sentem-se inseguros.

Para orientar esses profissionais e ajudar na divulgação de ações de preventivas, o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Guarulhos – SP - (Siemaco) produziu, junto a outras entidades, um Guia contendo cuidados e orientações sobre o Coronavírus.

A carioca Comlurb garante que segue todos os padrões sanitários e que uma das primeiras providências tomadas foi afastar entre seus 20 mil colaboradores, os com idade acima dos 60 anos e os enquadrados em outros grupos de risco. Mas isso não impediu que 147 fossem contaminados e que ocorressem 22 óbitos: 5, de pessoas em atividade e 17, entre os que já estavam em casa quando apresentaram os sintomas.

Paulo Mangueira explica que conseguiu conciliar a segurança de seus funcionários sem alterar a rotina na prestação do serviço, fundamental para a saúde pública:

"A Comlurb vem fazendo regularmente a coleta de lixo em toda a cidade desde o início da pandemia, respeitando as regras de ouro da Prefeitura e garantindo total segurança aos garis e demais funcionários, como uso contínuo de álcool em gel e máscaras”.


Aumento de embalagens no lixo:

O isolamento social provocou uma mudança no comportamento de consumo, contribuindo para o crescimento do uso do sistema de delivery. Com eles, vieram o aumento do descarte de embalagens.

Se por um lado essa mudança foi um antídoto para não morrerem restaurantes e lojas de venda de alimentos, por outro, está sendo um veneno para o meio ambiente. Estimativas da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe – apontam que esse período de quarentena provocou um crescimento de 15% a 25% na geração de lixo residencial.



Lixo Hospitalar:

Apesar dos riscos, o descarte hospitalar apresenta também várias falhas. Não são raras as denúncias de descartes irregulares. Ao contrário da progressão histórica que vinha apresentando diminuição, a geração desses resíduos voltou a crescer em junho. A taxa foi de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Abrelpe, mesmo já na fase da pandemia, essa curva continuava regredindo:

abril (17%)
maio (4,6%)
No entanto, o retorno gradativo das atividades ambulatoriais e das cirurgias não emergenciais, somado ao pico da pandemia, resultou nesse crescimento. Ainda segundo a entidade, a média de geração de detritos hospitalares por conta da Covid é de 7 quilos e meio por paciente ao dia.

Esse tipo de despojo deve ser cercado de cuidados especiais, como:

acondicionamento em sacos plásticos na cor vermelha
identificação com o símbolo de substância infectante
ser transportado de forma segura até os pontos de descarte licenciados para essa atividade.
Esse artigo foi compartilhado em outro formato e versão no site da Associação de Professores Appai. Clique no link e obtenha mais informações:

https://www.appai.org.br/dia-nacional-da-saude/?utm_source=SliderHome


 

 
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