Campinas/SP - Sábado, 12 de junho de 2021 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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AGRESSÃO FÍSICA NÃO JUSTIFICA FORMA DE EDUCAR  


Desde 2008 a Comunicativa passou a atuar no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Como Agência ela se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas nas mídias hoje disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas novas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, abastecimento de sites, entre outras. Esse trabalho é pautado pelos critérios técnicos e a ética das notícias e suas conseqüências. A Comunicativa foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fones: (19) 3256 4863 / 3256 9059


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CAMPINAS/SP


uíza diz que agressão física não pode ser justificada como forma de educar a criança

"A ideia de que pai e mãe têm poder ilimitado sobre a criança tem que ser abolida da nossa cultura", afirma a coordenadora do projeto Eu Tenho Voz, do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM).

Diante dos casos recentes de violência contra criança que ganharam grande repercussão na imprensa, a juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira (Foto), 2ª vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM) e coordenadora do projeto Eu Tenho Voz contra a violência e o abuso sexual de crianças e adolescentes, afirmou nesta segunda-feira (17), em São Paulo, que agressões físicas não podem ser utilizadas como ferramenta para a educação, e lembrou que "qualquer pessoa que tenha ciência que uma criança está sofrendo qualquer tipo de abuso tem o dever de denunciar".

"Geralmente os pais dizem que agridem a criança para ´educar´, porque em tese ninguém agride gratuitamente, e que ninguém teria legitimidade para interferir nessa relação. Só que isso não está correto", afirmou a magistrada, ao ressaltar que os pais ou responsáveis não possuem poder ilimitado em relação à criança. "A ideia de que o pai e a mãe têm um poder ilimitado sobre a criança tem que ser abolida da nossa cultura. A criança é um ser que tem direitos, e esses direitos têm que ser preservados, os poderes dos pais são limitados. Na medida em que eles começam a fazer algo que traga prejuízo para a criança, tanto a comunidade tem que interferir como, em última instância, o próprio Poder Judiciário vai acabar interferindo para resolver esta situação", afirmou.

Segundo a juíza Hertha Helena de Oliveira existem vários canais à disposição da sociedade que podem ser utilizados para denunciar maus tratos ou violência sexual contra crianças e adolescentes, quer estejam sendo praticados pelos próprios responsáveis ou por terceiros. "Qualquer um que saiba de uma criança que está sendo vítima precisa ter em mente que a violência contra a criança não vai cessar sozinha. É uma ilusão achar que os pais vão parar de bater."

As denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 100 e também pelo 180. E é possível ainda utilizar o site do projeto Eu Tenho Voz (http://www.eutenhovoz.com.br). Na denúncia é importante identificar quem é a criança vítima de violência, o endereço e as informações que o denunciante tiver sobre o caso.

"É importante que familiares, vizinhos e integrantes das comunidades em que esses tristes episódios acontecem saibam reconhecer os sinais revelados pelas vítimas e também como fazer a denúncia aos órgãos e entidades dedicados à prevenção e combate a essas situações de violência, para protegê-las dos abusos cometidos", afirma Hertha Helena de Oliveira. Ela alerta para as evidências de violência física, como lesões e hematomas ou marcas de queimadura, e também para os sinais de que estão sofrendo violência sexual.

"A primeira coisa que uma criança que está sendo vítima de qualquer tipo de violência vai fazer é mudar radicalmente o seu comportamento: uma criança extrovertida começa a ficar introvertida e cada vez mais recolhida. No caso de agressões sexuais, ela pode ficar agressiva e antissocial; fazer brincadeiras sexuais persistentes, exageradas e inadequadas; chegar mais cedo à escola e demonstrar má vontade de voltar para casa; se isolar, ter fraco ou nenhum relacionamento com seus colegas e imensa dificuldade de estabelecer vínculos de amizade; ter muitas faltas e não participar de atividades escolares e sociais; dificuldades de concentração nas tarefas escolares; queda repentina no desempenho escolar; total falta de confiança nas pessoas, em especial nas pessoas com autoridade; medo de adultos do sexo oposto ao seu; alterações do sono e medo de dormir; quadros de depressão e ansiedade, ideias suicidas, vontade de fugir de casa; automutilação e sentimentos de culpa em relação a tudo, dentre outros", enumera a juíza.

Nos casos de pais que não percebem que o filho está sendo vítima de violência, a magistrada explica que isso acontece porque esses pais não conhecem esses sinais que indicam essa situação. "Os pais precisam estar atentos a qualquer mudança brusca de comportamento, e isso vale para qualquer tipo de violência, seja física, sexual ou mesmo o bullying", concluiu a magistrada.

Sobre o IPAM - O Instituto Paulista de Magistrados é uma associação civil de cunho científico e cultural, sem finalidade lucrativa, idealizada para valorizar o Poder Judiciário e a Magistratura. Foi fundado em 8 dezembro de 1999, por 21 juízes de primeiro grau, com o objetivo de defender as prerrogativas e a dignidade dos magistrados e propor demandas coletivas na defesa desses interesses. Está sediado na cidade de São Paulo e conta atualmente com mais de 1 mil associados, entre membros titulares, colaboradores e honorários. Desenvolve estudos dos direitos internos e internacionais, promove pesquisas, incentiva projetos sociais e edita livros e revistas que favoreçam a divulgação da ciência jurídica e da cultura em geral. Mantém uma biblioteca com material específico relacionado ao Poder Judiciário; realiza eventos e debates sobre temas relacionados à magistratura e projetos em parceria com outras instituições visando fortalecer a sociedade e esclarecer informações sobre a posição e as atribuições dos profissionais do Judiciário, além de promover cursos de capacitação e aperfeiçoamento profissional.
 

 
 
   
   
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