Campinas/SP - Quarta, 28 de julho de 2021 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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SITUAÇÃO DAS FLORESTAS NO BRASIL É PREOCUPANTE  


Desde 2008 a Comunicativa passou a atuar no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Como Agência ela se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas nas mídias hoje disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas novas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, abastecimento de sites, entre outras. Esse trabalho é pautado pelos critérios técnicos e a ética das notícias e suas conseqüências. A Comunicativa foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fones: (19) 3256 4863 / 3256 9059


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CAMPINAS/P


Dia do Protetor das Florestas: por que a vida está em risco e o que podemos fazer?

Data celebrada em 17 de julho faz referência ao Curupira, mas as ações que podemos tomar para preservar as matas e animais estão mais próximas que essa figura do folclore



No Brasil, o dia 17 de julho é conhecido por ser o Dia do Protetor das Florestas. A data faz referência ao Curupira, figura do folclore conhecida por ter cabelo de "fogo", os pés virados para trás e por proteger as matas e os animais das agressões dos seres humanos.



Enquanto o Curupira é uma lenda, os povos indígenas são reconhecidos por serem os melhores guardiões de suas florestas, como indica relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe.

Florestas em risco

Os índices de desmatamento não param de bater recordes no Brasil, afetando diretamente importantes rios e, consequentemente, a geração de energia hidrelétrica do país. O resultado disso pode ser visto na conta de luz, que ficou mais cara por conta do risco de apagão elétrico ocasionado pelo baixo volume de água.

"80% do desmatamento no Brasil é causado pela pecuária para a abertura de pastos, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). Ou seja, a pecuária é, de longe, a principal causa da destruição das nossas florestas, por isso, não faz sentido querer proteger nossas matas e financiar a indústria que mais desmata no país", explica Isabel Siano da Million Dollar Vegan, organização sem fins lucrativos que estimula a adoção de um estilo de vida baseado em vegetais.

A redução de consumo de alimentos de origem animal é uma das ferramentas (e atitude pessoal) mais eficaz para frear o avanço das perdas dos nossos biomas e biodiversidade. Além disso, segundo a nutricionista Alessandra Luglio (CRN 3 6893), diretora de campanhas da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), é também uma forma de cuidar melhor da nossa saúde, prevenindo as principais doenças crônicas não-transmissíveis que adoecem a humanidade. "Afinal, existem pessoas saudáveis em um planeta doente?", questiona a nutricionista.

As queimadas também continuam crescendo, e até mesmo os direitos dos povos indígenas estão em risco por conta de propostas como o Projeto de Lei nº 490/​2007, que prevê mudanças no reconhecimento da demarcação das terras. Além disso, os povos originários, as matas e os animais têm sofrido com a atividade ilegal de garimpeiros e madeireiros.

"A pecuária não apenas explora e mata animais para a produção de alimentos, como também contribui para as mudanças climáticas e coloca em risco florestas, povos indígenas e animais selvagens. Além disso, trabalhadores são mantidos em condições análogas a escravidão. Temos que agir politicamente contra esse sistema, e também mudar nossos hábitos alimentares para não subsidiar essa indústria destrutiva", comenta Carolina Galvani, presidente da ONG Sinergia Animal, que atua na América Latina e Sudeste Asiático.

Floresta e toda forma de vida

Vania Plaza Nunes, médica veterinária e diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, alerta que plantar mais árvores é preciso, mas com critério, porque existe uma intrincada relação entre centenas e milhares de formas de vida em cada fragmento florestal.

"É preciso equilíbrio das espécies plantadas com as espécies animais que existem no local. A relação íntima que existe entre a floresta, a mata e toda forma de vida que existe ali dentro é o que suporta e sustenta toda a vida humana. Se tivéssemos de fato essa dimensão, com certeza todos nós estaríamos tendo mais responsabilidade e respeito para preservar o verde, que é o que a gente vê, e toda a forma de vida que a gente não vê."

O que podemos fazer?

Sabendo que sem floresta não há vida, cada indivíduo pode assumir alguns compromissos para que, no dia a dia, possa estimular e ajudar na preservação das matas e animais:

Apoiar ações de proteção das florestas e seus guardiões.
Repensar os cardápios para aumentar o consumo de vegetais.
Repensar o consumo de forma geral.
Incentivar os Rs da sustentabilidade: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar.


17 de Julho – Dia de Proteção às Florestas

Áreas naturais protegidas oferecem serviços essenciais à humanidade

Especialistas ressaltam a importância das florestas para a manutenção da vida no planeta. No Brasil, situação das florestas é preocupante em todos os biomas



Sábado, dia 17 de julho, comemora-se no Brasil o Dia de Proteção às Florestas, data criada para alertar sobre o risco de desaparecimento das florestas nos diferentes biomas do país, que têm no desmatamento a sua maior ameaça. De acordo com dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, elaborado pelo projeto MapBiomas, 13,8 mil quilômetros quadrados foram desmatados no país em 2020, 99% de forma ilegal, um crescimento de 14% em comparação a 2019. O relatório mostra que o desmatamento cresceu em todos os biomas, sendo a Amazônia (60%) e o Cerrado (31%) as regiões com maior porcentual de áreas desmatadas. Caatinga (4,4%), Mata Atlântica (1,1%), Pantanal (1,1%) e Pampa (0,1%) também sofreram com o desmatamento no último ano.

Para Cecília Herzog, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), professora e pesquisadora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a importância das florestas pode ser considerada por diferentes ângulos, desde o nível macro, por sua relação direta com as mudanças climáticas, até no aspecto regional ou local, observado na saúde e qualidade de vida da população nos centros urbanos.

“As florestas nos fornecem serviços ecossistêmicos de valor inestimável. Desde a regulação do clima e das chuvas necessárias para garantir as atividades econômicas diversas, como a agricultura, passando pelo fornecimento de água e energia para a população, até a sensação de bem-estar que a natureza proporciona, mesmo por meio de ilhas verdes nas selvas de pedras”, ressalta a pesquisadora.

A professora observa que o Dia de Proteção às Florestas deve ser encarado como um alerta para a sociedade brasileira. “Vivemos um momento de enorme gravidade, com ameaças à natureza em todos os nossos biomas e a possibilidade de perda irreversível não apenas para o Brasil, mas para toda a humanidade. Precisamos entender que o desmatamento nos diz respeito mesmo que estejamos a milhares de quilômetros da Amazônia, pois já sentimos o desequilíbrio do clima por causa da destruição das florestas e, infelizmente, isso tende a piorar se não revertermos esse ciclo de degradação”, salienta Cecília.

A especialista faz questão de destacar também os serviços ecossistêmicos fornecidos pela natureza em áreas urbanas, chamando a atenção para a necessidade de conservar espaços verdes e reflorestar áreas dentro das cidades e do seu entorno. “Florestas em regiões urbanizadas, parques e corredores verdes preservam a vida de muitas espécies, inclusive a humana, reduzem ilhas de calor, garantem captação de água, contribuem para uma redução do impacto de enchentes, melhoram a qualidade do ar, reduzem ruídos e ainda proporcionam serviços ecossistêmicos culturais, favorecendo atividades ligadas ao lazer, ao bem-estar e à qualidade de vida, como ciclismo, caminhadas, entre outras”, explica.

Condição para uma vida saudável

Leide Takahashi, também membro da RECN, acrescenta que a proteção às florestas é uma condição para uma vida saudável no planeta, pois, em ambientes naturais conservados, a vegetação, mamíferos, répteis, aves e insetos se autorregulam. “O desmatamento e as alterações drásticas no uso do solo, somados à expansão desordenada das áreas urbanas, rompem o equilíbrio natural e fazem com que parte dos animais migrem para as cidades. No caso dos mosquitos e outros insetos, que são vetores de muitas doenças, a crise climática e o aumento da temperatura também trouxeram condições favoráveis à reprodução desses indivíduos. Nas cidades, eles passam a se alimentar também do sangue das pessoas, favorecendo a transmissão de enfermidades”, explica, lembrando ainda que a atual pandemia do coronavírus é um exemplo de como esse desequilíbrio traz graves consequências à vida humana.

A Fundação, que atua há mais de 30 anos em diversas frentes em prol da conservação da natureza, é responsável por manter duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN): a Reserva Natural Salto Morato, localizada em Guaraqueçaba (PR), na Grande Reserva Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, em Cavalcante (GO), no coração do Cerrado. Ao todo, a instituição conserva aproximadamente 110 quilômetros quadrados de áreas naturais, que representam espaço equivalente a 70 Parques do Ibirapuera, e contribuem para a preservação integral de ecossistemas, proporcionando a diversas espécies a oportunidade de continuar vivendo em seu habitat natural.

Sobre a Rede de Especialistas
A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) reúne cerca de 80 profissionais de todas as regiões do Brasil e alguns do exterior que trazem ao trabalho que desenvolvem a importância da conservação da natureza e da proteção da biodiversidade. São juristas, urbanistas, biólogos, engenheiros, ambientalistas, cientistas, professores universitários – de referência nacional e internacional – que se voluntariaram para serem porta-vozes da natureza, dando entrevistas, trazendo novas perspectivas, gerando conteúdo e enriquecendo informações de reportagens das mais diversas editorias. Criada em 2014, a Rede é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Os pronunciamentos e artigos dos membros da Rede refletem exclusivamente a opinião dos respectivos autores.

 

 
 
   
   
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