Campinas/SP - Sábado, 23 de junho de 2018 Agência de Notícias e Editora Comunicativa Ltda.  
 
 
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GERENCIAR CUSTOS É O QUE GARANTE LUCRO COM CEBOLA  


A Seminis do Brasil foi estruturada como unidade de negócios em 1994 e é a maior empresa de sementes de hortaliças e frutas, com mais de 20% do mercado internacional. Como resultado das aquisições (Asgrow, Petoseed e Royal Sluis), investimentos e estratégias em parcerias, a empresa construiu o mais completo patrimônio genético de hortaliças do mundo. Cerca de 11% do seu faturamento é destinado para a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, representada por uma estrutura de 50 Estações Experimentais de Pesquisa em 17 países. Está presente em mais de 150 países com um mix de quatro mil produtos de 60 espécies. No Brasil, a Seminis detém a participação de mais de 30% do mercado, mantendo uma forte representação em toda América do Sul. A linha de produtos é composta por aproximadamente 120 opções em 34 espécies de hortaliças, comercializada através de uma rede de distribuidores exclusivos e uma forte equipe de assistência técnica. A estrutura brasileira da Seminis é formada pelo Departamento de Pesquisa com duas Estações Experimentais (Paulínia/SP e Carandaí/MG), a unidade de produção e processamento de sementes em Igarapé/MG, além do Centro de Distribuição e do Departamento de Administração e Vendas, sediados em Campinas/SP. Em janeiro/2005, tornou-se subsidiária da Monsanto Company.

. Márcio Nascimento, Gerente Comercial da Seminis Fone (19) 3705 9300


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Campo de cebola florido


A cebola é a terceira cultura olerícola de importância econômica no Brasil, responsável pela geração de emprego e renda para mais de 100 mil famílias. A oferta nacional em 2006 foi, segundo o IBGE, de 1.149.774 toneladas, mas a oscilação nos últimos anos está relacionada ao montante da área plantada (56.850 ha em 2006), normalmente determinado pelos preços e pelas condições climáticas da safra. Sob a ótica da competitividade, alguns fatores podem auxiliar o produtor para um melhor gerenciamento dos custos, com aumento da qualidade e rentabilidade.

Falta gerenciamento
A composição dos custos de produção da cebola é dificultada pela grande variação entre as regiões e propriedades, com diferentes sistemas de cultivo, nível tecnológico e produtividade. A gestão da produção, com acompanhamento dos custos que mais pesam no bolso do produtor e a identificação dos gastos que poderiam ser evitados, é uma ferramenta indispensável para sobreviver na atividade. Já que o produtor não tem o poder de controlar o escoamento das produções regionais, que em excesso influenciam negativamente o preço, cabe a ele administrar seus custos e agregar valor ao produto. Nas principais regiões produtoras, a mecanização tem sido a saída encontrada para redução dos custos com mão-de-obra, que em Santa Catarina chega a representar 28,7% para uma produção de 35 ton/ha.

Maior rendimento, menor custo
A planilha de custos de produção de cebola no Vale Itajaí (SC), elaborada pelo Centro de Estudos de Safras e Mercados (CEPA/Epagri), confirma que o rendimento está diretamente ligado à rentabilidade. Avaliando dois níveis de produtividade, 25 e 35 ton/ha, chega-se num custo total por área de R$ 7.692 e R$ 9.571, respectivamente. A diferença está na receita (em agosto de 2006), de R$ 11.875 e R$ 16.625, com custo de R$0,69 inferior por saca de 20kg quando a produtividade é maior.
O aumento de produtividade vem sendo atingido principalmente com o aumento da densidade de plantio, variedades adaptadas e uso da irrigação. Segundo dados do IBGE, o rendimento médio nacional saltou de 19.314 ton/ha em 2005, para 20.407 ton/ha em 2006, um acréscimo de 5.7%. Entretanto, propriedades que investiram em tecnologia nas últimas safras têm obtido produtividade superiores a 60 t/ha.
O aumento da produtividade também explica porque a produção nacional em 2006 foi 6,4% maior que em 2005, quando a área de plantio só cresceu 0,7%. No Estado de São Paulo, segundo dados da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), a produtividade teve um salto de 43,8% nos últimos 10 anos, saindo de uma média de 22.21 ton/ha, para 31,94 ton/ha em 2006.

Escolha da cultivar
De acordo com o analista de mercado de produtos hortícolas da CEPA/Epagri, Guido Boing, é cada vez mais necessária a adoção de adequada tecnologia de produção, incluindo a utilização de cultivares que apresentassem melhor potencial para a qualidade e a produtividade. Ele ensina que a escolha da cultivar deve levar em consideração, principalmente, o ciclo e a respectiva época de plantio, de forma a propiciar o escalonamento e a melhor distribuição das atividades de transplante e colheita, que exigem grande quantidade de mão-de-obra. O atributo qualidade está associado à uniformidade, à classificação dos bulbos e à sua apresentação nos mercados. Vale lembrara que o custo das mudas prontas, incluindo semente e material de plantio, em cultivo no Alto Vale Itajaí (SC), com rendimento de 25 ton/ha, representa 9,71% do custo total da produção (Fonte CEPA/Epagri).

Semeio direto traz mais rendimento
Para tornar a atividade mais competitiva, produtores aderem cada vez mais ao semeio direto mecanizado, com economia de até 25% dos custos com mão-de-obra e defensivos. Neste sistema, capacidade populacional pode ser dobrada, assim como a um aumento médio de 30% na produtividade. A aplicação de herbicida deve receber cuidado especial, com escalonamento das doses principalmente nos estádios iniciais das plantas. No Triângulo Mineiro e Cerrado Goiano, onde produção da cebola é altamente tecnificada, o semeio direto faz parte do pacote tecnológico adotado pela maioria dos produtores, que inclui o uso de irrigação e a qualidade das sementes híbridas.

Excessos oneram a produção
Com produção estimada em 120 mil toneladas de cebola, a planilha de custos da região de São José do Rio Pardo (SP), elaborada pela CATI, revela que o custo de produção praticamente dobrou desde o ano 2000, quando o custo era estimado em R$ 5.817,00 e saltou para R$ 11.014,5 em 2006. Para o engenheiro agrônomo João Cabrera Filho, o produtor tem feito a sua parte, buscando aumentar a produtividade e qualidade do produto, com uso crescente de sementes híbridas. Entretanto, a evolução da produção não foi acompanhada pela rentabilidade, estando os produtores sujeitos às flutuações do mercado.
O engenheiro agrônomo da Casa Bugre, Marcos Gonçalves Gomes, consultor em São Paulo e Minas Gerais, acredita que o produtor pode reduzir os custos evitando os excessos. No controle de pragas e doenças, os produtores utilizam grande diversidade de agrotóxicos, sem a preocupação com a especificidade do produto e dosagem. A utilização da análise do solo ainda é pouco utilizada, o que resulta em excessos e desequilíbrio nutricional. A irrigação também é feita, na maioria das vezes, sem critério técnico, com excesso de aplicações que acabam por onerar ainda mais os custos de produção.

Gestão de riscos
Uma maneira de driblar a concentração da oferta de cebola no mercado, quando os preços tendem a cair, é optar pelo plantio antecipado. Em Uberlândia, no Cerrado Mineiro, a Mandaguari Agropecuária aposta nesta tendência, com plantio em dezembro. De acordo com o gerente de produção, Altamiro Rodrigues Filho, o fator de proteção de risco está na escolha da cultivar Mercedes, mais resistentes às condições climáticas e às doenças típicas do período.
O plantio antecipado é feito de olho no mercado, já que a colheita em abril vai coincidir com a entressafra, onde os preços tendem a ser valorizados. Em 20 hectares, espera-se uma colheita de 1200 toneladas, com custo estimado em 18 mil/ha. Para o técnico, a escolha da variedade também é influenciada pelo maior rendimento e uniformidade, com uma média de 75% de caixas padrão 3, o preferido pelo mercado regional e grandes entrepostos de São Paulo.

Exportação como alternativa
Enquanto começa a temporada de importação da cebola Argentina, que chega para atrapalhar a comercialização da safra sulina ainda estocada, alguns produtores encontram na exportação o caminho para atender um nicho específico de mercado. Trata-se das cebolas acima de 8 cm de diâmetro, tradicionalmente rejeitadas pelo mercado brasileiro e preferidas em segmentos dos E.U.A e Canadá. Segundo Rogério Lorival Lehmkuhl Filho, do Cebolão Atacadista, foram exportadas em 2006 cerca de 1200 toneladas de cebola da região de Ituporanga (SC). “É uma grande tendência”, enfatiza.

Reportagem: Cibele Aguiar
Publicada no jornal Semente, edição 13, de março / 2007
O Jornal Semente é produzido pela Comunicativa A.C.J., responsável pelo novo projeto gráfico.

Informações sobre cebola:
Eng. Agrônomo André Hirano, da Seminis, fones (19) 3705 9300
www.seminis.com.br

 


Outras fotos :


O jornal Semente, da Seminis, chega à 13a. ediçao com novo layout.

 
 
   
   
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